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Malan lamenta "discurso fácil" sobre questões sociais

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, criticou hoje a superficialidade do Brasil na discussão sobre as questões sociais. Em debate no seminário internacional sobre estratégias para a superação da pobreza, que acontece no Hotel Nacional, em Brasília, o ministro da Fazenda lamentou o que classificou de "discurso fácil" que acontece nesta área. "É uma pena que percamos tanto tempo fazendo o discurso fácil, quando há tanta coisa a aprofundar", afirmou. Num discurso político em defesa do governo Fernando Hernrique Cardoso, Malan disse que é preciso reconhecer que houve avanços na área social nos últimos anos no País. "Estamos melhores que estávamos. O Brasil não retrocedeu, mas avançou na esmagadora maioria dos indicadores sociais", declarou.Na avaliação do ministro, há muito o que fazer para avançar na área social. "Esse muito que há para fazer não pode obscurecer o já feito", disse. Segundo ele, falta à maioria dos pesquisadores senso de perspectiva na análise sobre os avanços na área social. Citando números, Malan relatou avanços nos indicadores sociais e lembrou que o Banco Mundial reconheceu que o Brasil é um dos três países que mais rápido avançou na década de 90 na área social. Citando ainda o programa Comunidade Solidária, ele disse que a história há de fazer justiça ao trabalho empreendido que, segundo o ministro, é vitorioso e conseguiu avançar sem uma política assitencialista, sem fisiologismo e eliminando a intermediação política. Malan afirmou também que o programa de distribuição de renda do atual governo será reconhecido quando se deixar de olhar sem emoção, mas com boa fé e de maneira desapaixonada.Mágicas e piruetasPedro Malan criticou também a visão de que é possível resolver os problemas sociais do País em pouco tempo. Segundo ele, os avanços permanentes na área social não ocorrem no curto espaço de uma administração e não são alcançados apenas com força da vontade política. "Não se pode ter ilusão de que é possível resolver esses problemas com atalho, mágicas e piruetas", disse.Ele ressaltou que o Brasil teve avanços significativos na área social nos últimos dez anos, depois que conseguiu eliminar o que chamou de "flagelo" e "pior de todos os impostos", que é "o imposto inflacionário, que incide com maior força sobre os ombros dos mais pobres".No seu entender, "é impossível discutir política pública e combate à pobreza num contexto inflacionário, como tínhamos num passado não tão recente". Ele destacou que o objetivo de qualquer política econômica é garantir o processo continuado de melhoria de vida da população. Ressaltou que esse objetivo não pode ser alcançado sem a construção dos outros três alicerces - a estabilidade macroeconômica, a estabilidade político-institucional, administrativa e jurídica, e o crescimento sustentado garantido pelo aumento da produtividade. O ministro disse que está ao alcance do País continuar avançando nos próximos anos na área social. Disse que o papel de uma administração é entregar um País melhor, mas ponderou: "não é razoável pedir a uma administração que resolva todos os problemas. Ele lembrou que existem interesses corporativistas a serem enfrentados e que, muitas vezes, estes se utilizam dos recursos que deveriam ir para a área social.

Agencia Estado,

07 de novembro de 2002 | 16h40

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