Malan minimiza efeito das últimas pesquisas

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, procurou hoje minimizar o efeito que as últimas pesquisas eleitorais que apontam um empate técnico nos segundo lugar entre os candidatos José Serra e Ciro Gomes poderá ter sobre o mercado financeiro. "Eu espero que não tenha maior impacto, as pesquisas são fotografias do momento, ainda temos quase três meses pela frente", disse Malan, que está participando em Madri de um seminário sobre mercado financeiro internacional promovido pela revista britânica The Economist e o banco espanhol Caja Madri. "Nós devemos ver com naturalidade e tranqüilidade o fato que o Brasil é uma democracia, que teremos eleições em outubro, e que essa é a pesquisa que conta. As outras são apenas fotografias do momento e devem ser vistas como tal".Malan reafirmou que o importante nesses meses que antecedem a eleição é aprofundar o debate público sobre temas de interesse do país. ?Eu vejo um movimento, embora que em alguns casos que tardio, de reconhecimento (entre os partidos de oposição) de que hoje há certas questões que interessam a esmagadora maioria da população brasileira, como por exemplo, a preservação da inflação sobre controle, que terá de ser responsabilidade de qualquer administração que venha a nos suceder", afirmou."Além disso, essas questões abrangem a responsabilidade fiscal, com o respeito aos contratos que temos com 25 estados e 183 municípios, com as nossas obrigações com a dívida interna e com a geração de superávit primários ao longo dos próximos anos capazes de estabilizar a relação dívida e PIB".Entre os "avanços" entre os partidos de oposição, Malan citou o "abandono de algumas idéias absolutamente esdrúxulas e equivocadas como plebiscitos sobre dívida interna e externa". "Eu espero que essa tendência continue ao longo das próximas semanas e meses até as eleições, e que contribua para reduzir esse grau de turbulência."Malan disse que, em seus contatos com investidores estrangeiros, tem constatado que continua "a mesma vontade de entender o que está acontecendo no Brasil e no mundo". Segundo ele, está havendo um processo de maior aversão a risco no mundo, ligado à percepção do grau de confiança nos balanços das empresas e à eficácia das empresas de auditoria. "Isso levou a um certo aumento da percepção de risco e da aversão que eu espero que possa ser contido".Malan, no entanto, ressaltou que houve um "exagero" na desvalorização do real. "Espero que isso se acomode nas próximas semanas".O ministro participa esta noite de um jantar promovido pela Fundação Europa-América. Amanha, além do seminário da The Economist, o ministro se participará de vários encontros com investidores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.