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Malan não crê em fortes reduções dos juros

O presidente do Conselho de Administração do Unibanco e ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou hoje que não vê espaço para grande cortes na taxa básica de juros no segundo semestre deste ano. "Dizer que haverá preservação da Selic (hoje em 16%) é um pouco forte, mas a queda não deve ser superior a 1 ponto porcentual até o final do ano", disse em palestra num seminário sobre os 10 anos do Plano Real, em São Paulo. Para ele, a atual taxa está mais alta do que deveria ser para promover o crescimento sustentável da economia.Sobre o câmbio, o ex-ministro acredita que o valor de R$ 3,05 a R$ 3,15 deverá ser mantido. "Não vejo risco de grandes apreciações para um nível de R$ 2,85 a R$ 2,95", afirmou. Ele disse que "todos sabem o que é preciso fazer" para que o Brasil receba mais investimentos, mas evitou fazer previsões. "Esta é a grande questão e eu não quero especular sobre o assunto", disse. Para Malan, o ideal seria promover o debate sobre o crescimento paralelamente à discussão sobre redução dos gastos públicos e da carga tributária. "Muitos perguntariam: você está dizendo isso só agora? E eu responderia: fizemos o que pudemos." Malan destacou que para aumentar a produtividade é preciso colocar em prática a palavra "eficiência", tanto para o setor público quanto para o privado. Ele evitou fazer críticas ao governo Lula, mas afirmou que "quem diz estar preocupado com o emprego formal deveria ficar mais atento ao número elevado de processos trabalhistas e à burocracia para abrir e, principalmente, se desfazer de negócios".

Agencia Estado,

30 de junho de 2004 | 15h51

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