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Malan quer idéias de candidatos em documentos

Em discurso de forte conotação política, o ministro Pedro Malan, voltou a cobrar dos candidatos à Presidência, especialmente do Partido dos Trabalhadores (ainda que não o tenha citado nominalmente) o compromisso de manutenção com alguns dos pilares básicos da atual política econômica, especialmente o regime fiscal, de metas de inflação e de câmbio flutuante. "No documento que se promete para as próximas semanas é importante que se deixe claro que pensávamos assim e agora pensamos de outra maneira", afirmou Malan, referindo-se claramente ao programa do PT, que sai no final do mês. Segundo Malan, essa importância dos candidatos assumirem um compromisso não deve se restringir apenas a generalizações. Na área fiscal, por exemplo, ele defende que os candidatos deixem claro a necessidade de manutenção dos superávits fiscais primários em torno dos atuais 3,75% do PIB e o respeito não somente aos contratos de dívida interna e externa mas também aos contratos de negociação de dívida feitos entre estados e municípios e também com as agências reguladoras. Malan lembrou, mais uma vez sem citar nominalmente o PT, que seria interessante que essas idéias fossem defendidas em um documento formal, dado que alguns partidos em documentos feitos "não há 10 ou 15 anos, mas há um ano e meio?, defenderam o contrário. O ministro da Fazenda admitiu que "as pessoas podem mudar" e cobrou nesse sentido uma confirmação dessa mudança de discurso - presente nas declarações de representantes da chamada ala moderada do partido - no programa de governo que será apresentando pelo PT no final do mês. Questionado se esse documento do PT poderia trazer maior tranquilidade aos agentes financeiros, Malan disse "é claro que um documento que disser que os documentos anteriores não correspondem à visão atual do partido traz uma melhora de percepção".Ele acrescentou que "não tem coisa melhor que o compromisso firmado pessolmente, olhos nos olhos. Não sou ingênuo de achar que um documento resolve", disse Malan. Ao ser perguntado ainda sobre em quem votaria nessas eleições, o ministro respondeu que votará naquele que lhe der maior segurança sobre a continuidade de alguns dos pilares da atual política econômica. Ele evitou mencionar o nome de José Serra, dizendo que um dos problemas do Brasil é a excessiva tentativa de "fulanização ou beltranização" das discurssões. Malan participou do 2º Fórum Brasileiro de Energia Elétrica, promovido pela Abdib, em São Paulo.

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