Malan, Tourinho e Ellen Gracie deixam conselho da petroleira OGX

Malan, Tourinho e Ellen Gracie deixam conselho da petroleira OGX

Em meio à crise de confiança, principal empresa do grupo de Eike Batista perde conselheiros de peso e reduz número de assentos no conselho de administração pela metade

Eulina Oliveira, da Agência Estado,

21 de junho de 2013 | 21h54

SÃO PAULO - Em meio à crise de confiança do mercado quanto à saúde financeira das empresas controladas por Eike Batista, OGX, CCX e MPX anunciaram mudanças em seus conselhos de administração nos últimos dias. A empresa de maior visibilidade do Grupo de Eike, a petroleira OGX, comunicou nesta sexta-feira, 21, a saída de conselheiros independentes de peso: o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, o ex-ministro de Minas e Energia Rodolpho Tourinho Neto e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie Northfleet.

A OGX não comenta o motivo do desligamento dos três membros, nem se eles serão substituídos. O fato é que, em menos de dois meses, a empresa reduziu o número de integrantes do conselho à metade. Restaram apenas seis membros: Eike Batista, que preside o órgão; seu pai, Eliezer Batista da Silva, vice-presidente; Aziz Ben Ammar; Rodolfo Riechert; além de Samir Zraick e Luiz do Amaral de França Pereira, membros independentes. Segundo o estatuto social da companhia, o conselho deve ter no mínimo cinco membros e, no máximo, 13, com mandato de um ano.

A petroleira de Eike gastou no ano passado um total de R$ 3,34 milhões com os 12 membros que atuaram no conselho. Segundo dados enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a remuneração anual máxima estimada por conselheiro era de R$ 629,6 mil e a mínima de R$ 162,7 mil. A OGX estima que em 2013 o total da remuneração do conselho - com um número ainda estimado em 12 membros - caia para R$ 2,1 milhões.

Para analistas, a perda de nomes de peso no conselho de administração piora ainda mais a imagem que os investidores têm da empresa. "O mercado já está inseguro quanto às empresas do Grupo EBX, e com uma notícia dessas, de saída repentina de membros do conselho, a insegurança aumenta", diz Fausto Gouveia, economista da Legan Asset.

Mineração e energia. A CCX, braço de carvão do Grupo EBX, e a MPX, do setor de energia, também anunciaram mudanças nos seus respectivos conselhos de administração. Após Eike Batista desistir de fechar o capital da CCX, citando as condições ruins do mercado, os conselheiros Eduardo Karrer e Paulo Monteiro Barbosa Filho renunciaram aos cargos na quinta-feira.

No último dia 12, a MPX aprovou a destituição de membros do conselho de administração, além da eleição, por mandato de dois anos, de novos integrantes. A CCX não comentou as alterações, mas a MPX, por meio de sua assessoria de imprensa, afirma que a mudança na composição do conselho estava prevista no acordo de investimento por meio do qual a alemã E.ON aumentou sua participação na empresa. / COLABOROU MARIANA DURÃO

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