Vincent Thian/AP
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Malaysia Airlines está em 'falência técnica' e vai cortar 6 mil empregos

Empresa já sofria com má administração antes dos dois acidentes trágicos de 2014, que terminaram de colocar a empresa no vermelho

AFP

01 de junho de 2015 | 13h16

A Malaysia Airlines está "tecnicamente em falência", disse nesta segunda-feira, 1, o presidente da companhia, o alemão Christoph Mueller. Ele também anunciou o corte de aproximadamente 6 mil vagas de emprego na empresa, abalada por dois acidentes trágicos no ano passado. 

"Tecnicamente, estamos falidos, e a queda dos resultados começou muito antes dos acontecimentos trágicos de 2014", disse Mueller.

A Malaysia Airlines enviou nesta segunda-feira uma carta de demissão a seus 20 mil funcionários, mas ofereceu novos contratos para 14 mil, o que significa o fechamento de 6 mil vagas.

Mueller já havia utilizado o método extremo na irlandesa Aer Lingus e na belga Sabena, o que lhe rendeu o apelido de "The Terminator", uma referência ao filme Exterminador do Futuro por causa dos grandes cortes.

A empresa espera que Mueller, de 52 anos, a "reinvente" a partir de 1 de setembro com uma nova imagem de marca que lhe permita deixar para trás o estigma dos desastres que viveu em 2014.

Em março do ano passado, o voo MH370 desapareceu com 239 pessoas a bordo e não foi encontrado qualquer rastro de seu paradeiro. Quatro meses depois, o voo MH17 explodiu no ar, atingido por um míssel quando sobrevoava a Ucrânia. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.

Essas duas tragédias foram o estopim para que a companhia, que segundo analistas foi mal gerida durante anos, entrasse no vermelho. Um fundo de investimento público a resgatou no ano passado, impondo novas regras de gestão.

Mueller assegurou que espera estancar "a sangria" em 2015 e estabilizar a empresa no próximo ano, antes de voltar a crescer novamente em 2017.

O presidente anunciou em um e-mail enviado aos funcionários nesta segunda-feira que é necessária uma grande mudança de rumo, porque a companhia não pode se permitir ter custos 20% superiores aos da concorrência. Além das demissões, Mueller deve suprimir rotas de longa distância pouco rentáveis, mas o executivo afirmou que os planos não serão divulgados agora para não dar pistas aos concorrentes.

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