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MAN pode cortar até 800 empregos este ano

O grupo industrial alemão MAN, que fabrica de caminhões, rotativas para jornais e motores de navios, vai cortar entre 500 e 800 empregos este ano em virtude da desaceleração da economia global, segundo o executivo-chefe da companhia, Rudolf Rupprecht. O grupo já havia anunciado a intenção de cortar cerca de mil empregos em função das dificuldades apresentadas. O MAN emprega cerca de 75 mil pessoas.Ao longo do primeiro trimestre terminado em março, a companhia conseguiu reduzir seu prejuízo líquido para 18 milhões de euros (US$ 20,7 milhões), ante os 43 milhões de euros de prejuízo líquido registrados há um ano. A expectativa dos analistas era de um prejuízo líquido de 5 milhões de euros.O prejuízo antes dos impostos foi de 31 milhões de euros (US$ 35,7 milhões), ante os 75 milhões de prejuízo registrados há um ano. As vendas, por sua vez, alcançaram 3,27 bilhões de euros (US$ 3,76 bilhões), que representa um aumento de 5% em relação aos 3,1 bilhões faturados de janeiro a março de 2002.Os resultados abaixo das expectativas no trimestre levaram o MAN a acelerar as medidas de cortes de custos com vistas a contrabalançar a provável quedas nas vendas esperada para este ano.Nos últimos dois anos, a companhia eliminou cerca de 5 mil empregos, como parte de um amplo programa de reestruturação de suas operações.Rupprecht disse ainda que espera um resultado antes dos impostos positivo no segundo trimestre. Ele ressaltou que o primeiro trimestre é tradicionalmente o mais franco para o grupo.

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