Manah: ex-dono acusa Bunge

O ex-controlador da Manah, Fernando Penteado Cardoso, acusa a Bunge de não ter cumprido um compromisso acertado na venda da empresa. Ele contou que quando vendeu a Manah para a Bunge assinou um contrato pelo qual o grupo argentino se comprometia a injetar R$ 140 milhões na empresa, por meio de uma subscrição de ações com garantia firme. O aumento de capital de R$ 140 milhões chegou a ser aprovado em uma assembléia realizada em 12 de abril. Os acionistas teriam o direito de preferência na subscrição das novas ações, ao preço de R$ 40,00, pelo período de 30 dias. Antes desse prazo vencer, em 19 de maio, a diretoria da Manah divulgou um fato relevante prorrogando o período de preferência.Os diretores da Bunge estão em viagem ao exterior e não comentaram o assunto. A assessoria de imprensa da Bunge informou que o aumento de capital foi interrompido porque fazia parte do processo de reestruturação. A empresa decidiu suspendê-la quando o caso provocou uma repercussão negativa no mercado. Está previsto um aumento de capital até o final do ano.Para o advogado do ex-controlador, a não consumação do aumento de capital altera as condições da reestruturação societária. Pelo processo, os acionistas da Fertilizantes Serrana poderão receber papéis da Manah. A relação de troca definida pelo grupo foi de 0,69 mil ações da Manah para cada mil ações da Serrana. O advogado fez uma simulação levando em conta o valor patrimonial dos papéis em dezembro de 99 e a premissa de que o aumento de capital seja concluído. Dessa forma, chegou em uma relação de troca de 0,34/1, o que não diluiria tanto a participação dos minoritários.

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