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Manhã de oscilação no mercado financeiro

O mercado financeiro mostrou forte oscilação nesta manhã. No mercado de câmbio, na mínima da manhã, o dólar atingiu a cotação de R$ 2,648, com desvalorização de 0,56%. Na máxima, a moeda norte-americana foi cotada a R$ 2,699, com alta de 1,31%. Os mercados de juros e bolsa também reverteram suas posições.Às 14h50, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,6850, com alta de 0,96% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 22,000% ao ano, frente a 21,650% ao ano negociados sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 0,19%.Especialistas dizem que esse comportamento volátil será "normal" até que as eleições presidenciais se definam. Afinal, a calmaria vivida nos primeiros meses do ano acabou, pelo menos desde abril, com o surgimento de temores sobre a sucessão e a respeito da política que será adotada em relação à dívida pública no próximo governo. Os analistas acrescentam que, para controlar esses momentos de volatilidade como o da manhã de hoje, o BC terá que intervir novamente nos negócios, como vem fazendo desde quinta-feira.No momento em que o comportamento dos mercados mostrou piora no final da manhã de hoje, não faltaram boatos para intensificar a pressão sobre as cotações. Todos esses rumores envolviam as pesquisas de intenção de voto. Enquanto ontem o mercado antecipava a possível melhora de Serra num dos levantamentos em curso, hoje os boatos eram de que esse crescimento não corresponderia ao esperado. Falou-se de tudo e não se comprovou nada. A próxima pesquisa a ser divulgada seria a do CNI/Ibope, que ainda está sendo feita e deve ser divulgada na quinta-feiraCopomO Comitê de Política Monetária (Copom) inicia hoje a primeira etapa da reunião que definirá o rumo da taxa de juro básica da economia. E, diante de uma certa trégua no mercado cambial, já há quem considere possível um corte na taxa de juro. Ainda prevalece entre profissionais a opinião de que o mais provável é que o juro não seja alterado. Mas, considerando a redução do nervosismo e algumas declarações do presidente do BC, Armínio Fraga, é possível dizer, pelo menos, que existe uma chance de a Selic recuar 0,25 ponto percentual.Hoje, Armínio Fraga disse, em audiência pública na Comissão de Tributação de Finanças da Câmara, que "a tendência de queda da inflação é real". Ontem pela manhã, Fraga havia dito que o Copom estaria dedicado a conferir se, de fato, a trajetória da inflação é declinante. Caso a conclusão seja positiva, o juro deve cair.Se não fosse o alívio verificado no mercado esta semana - provocado pelo arsenal de medidas adotadas pelo Banco Central para conter a alta do dólar e pela trégua do mercado internacional -, essa possibilidade não seria sequer aventada. Mas, já que houve um sinal positivo por parte do mercado - embora ninguém considere que as turbulências acabaram -, essa possibilidade volta a ser considerada.Outro argumento apresentado pelos que esperam redução da taxa é o fato de o BC ter elevado de 10% para 15% o compulsório sobre depósitos a prazo. A medida visa reduzir a liquidez do mercado para inibir a compra de dólares, mas acaba também sendo um fator de encarecimento do crédito e, consequentemente, de desaquecimento econômico. Como não é isso que o BC pretende fazer neste momento, o Copom poderia cortar a taxa para compensar esse efeito, na opinião de alguns profissionais.Apesar de todas essas considerações, a maioria do mercado - que inclui muitos economistas - não acredita que haja espaço para redução de juro neste momento.

Agencia Estado,

18 de junho de 2002 | 14h55

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