Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Manifestações na capital paulista terão policiamento reforçado nesta 6ª feira

Secretário de Segurança Pública do Estado de SP, Mágino Alves, se reuniu, nesta quinta, com os comandos das polícias

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 13h57

SÃO PAULO - O policiamento será reforçado em São Paulo, nesta sexta-feira, 28, por causa de manifestações. O secretário da Segurança Pública do Estado paulista, Mágino Alves, afirmou que o efetivo irá impedir bloqueios em rodovias, vias centrais, como marginais e Corredor Norte-Sul, e acessos aos aeroportos. “Uma coisa é você interditar uma via secundária, outra coisa interditar uma via de grande importância para uma cidade. A interdição das estradas também é impossível. Não há permissivo para este tipo de ação”, disse.

O secretário se reuniu nesta quinta-feira, 27, com os comandos de policiamento, para discutir as ações que serão tomadas nesta sexta. Porém, não detalhou a quantidade e nem como deverá agir o efetivo policial. Ele acredita ainda que os atos serão pacíficos e não haverá confronto com a polícia. “Vamos usar o policiamento reforçado em todo o Estado. Estamos preparados para atender a todos os tipos de demandas. O equipamento usado será o mesmo utilizado para o controle de distúrbios civis”, ressaltou.

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) pretende fechar os acessos aos aeroportos de Congonhas, na zona sul da cidade e de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. 

Segundo Mágino Alves, a missão é garantir o direito de ir e vir. "Vamos garantir a manutenção da ordem pública. Fazendo com que aqueles que desejam se manifestar no dia da paralisação se manifestem com tranquilidade e aqueles que querem manter a rotina diária devem ter os direitos respeitados também. Isso ficou acordado com as sindicais, que a gente teria esta certeza de que as centrais agiriam com tranquilidade", destacou.

 

Diversas categorias e centrais sindicais realizarão paralisações e manifestações, nesta sexta-feira, contra as reformas da Previdência e trabalhista em discussão na Câmara e propostas pelo presidente Michel Temer.

Sobre os protestos em direção a residência do presidente Michel Temer, em Pinheiros, na zona oeste da cidade, o secretário Mágino Alves acrescenta que serão criados bloqueios nas proximidades para impedir a chegada do grupo. “Bloqueios são estudados conforme a movimentação dos manifestantes”, completou. Ainda segundo o secretário, vias centrais que forem interditadas deverão ser imediatamente desbloqueadas.

Em São Paulo, um protesto organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo está marcado para as 17 horas no Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista. Mais cedo, ao meio-dia haverá protesto na Avenida Paulista. E às 15 horas, professores municipais realizarão uma assembleia e na sequência farão protesto em frente à Prefeitura Municipal, no Viaduto do Chá, na região central. “Nesses locais é comum que tenham manifestações. Vamos trabalhar no sentido de que elas possam ocorrer. Os acessos aos aeroportos são vias que não podem sofrer este tipo de interdição. Agora se a via for interditada, nós vamos solicitar que ela seja desobstruída”, destacou.

O comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Nivaldo Restivo, o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Emygdio Machado Neto, e o diretor do Departamento de Polícia Judiciário da Macro São Paulo (Demacro), Albano David Fernandes, participaram da reunião com o secretário Mágino Alves, na manhã desta quinta-feira.

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