Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Manifestantes ameaçam invadir leilão da ANP e são expulsos

Cerca de 50 pessoas, entre ativistas e índios, entraram em confronto com seguranças do luxuoso hotel no Rio de Janeiro onde estava sendo realizada a rodada de licitações de blocos de petróleo e gás

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2017 | 23h42

Uma manifestação contra os leilões de petróleo e gás natural organizado pela organização não governamental 350.org causou momentos de violência pela primeira vez dentro do ambiente de uma rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Cerca de 50 pessoas, entre ativistas e índios, entraram em confronto com seguranças do luxuoso hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde estava sendo realizada nesta quarta-feira, 27, a 14.ª Rodada.

Liderada por um grupo de índios devidamente credenciados, a manifestação começou pacífica, com a entrada tranquila no hotel. Porém, ao chegar no local do leilão, no segundo andar, o grupo foi impedido de entrar no salão do evento, ficando isolado numa sala próxima, sem acesso às autoridades.

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O isolamento irritou o grupo, até que um dos índios decidiu se aproximar da sala onde são feitas as ofertas e onde estavam executivos das petroleiras e representantes do governo. O índio, que não teve o nome informado, ultrapassou a barreira de seguranças e, a poucos metros de atingir a área do leilão, caiu no chão, foi imobilizado por seguranças e retirado. No final, o grupo foi retirado com o apoio da Polícia Militar.

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“Gostaríamos apenas de entrar no leilão para dialogar, fazer as perguntas necessárias e participar do debate”, afirmou a atriz Cássia Kiss, explicando por que os manifestantes tentaram entrar na sala onde aconteceu a licitação.

Durante a manifestação, algumas mulheres colocavam bebês na frente para se proteger da violência policial. 

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