Douglas Gavras/Estadão
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Ato em frente à casa de Temer em SP tem confronto com a PM

Manifestantes atearam fogo em canteiro perto de barreira montada no local; houve confronto entre polícia e participantes

Douglas Gavras e Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2017 | 20h23

O ato em frente à casa do presidente Michel Temer em São Paulo nesta sexta-feira, 28, foi dispersado após um confronto entre polícia e manifestantes. Por volta das 20h30, a PM começou a atirar bombas de efeito moral contra os manifestantes mais próximos da barreira montada no local para isolar a residência do presidente. Houve correria em direção às ruas vizinhas. A polícia usou bombas, balas de borracha e canhão de água.

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Grande parte dos manifestantes recuou em direção à praça Panamericana. A avenida Fonseca Rodrigues, escura por causa das árvores, facilitou a ação de black blocs. Um helicóptero da PM sobrevoava as imediações. Havia barreiras policiais na esquina da avenida Professor Manoel José Chaves com a praça Panamericana. Com medo da polícia, manifestantes recuaram. Um grande grupo caminhou em direção à Pedroso de Morais, mesmo caminho que tomaram até a casa de Temer.

Vindos do Largo da Batata, em Pinheiros, os manifestantes ficaram a 150 metros da casa do presidente. Aos gritos de "Fora Temer", o carro de som convocava os manifestantes a seguirem até a barreira montada em frente à casa do presidente, para colocarem uma bandeira do movimento e dar o fim simbólico ao ato. A Força Tática da Polícia Militar isolou toda a área.

Antes, "black blocs" entraram no meio da passeata na Avenida Pedroso de Moraes e jogaram pedras em quatro agências bancárias e uma concessionária da Audi. Muita gente saiu correndo, mas a Polícia Militar estava distante para intervir. Manifestantes mais assustados apertaram o passo para chegar perto da liderança organizadas, mas houve quem também aplaudisse o ato.

Em discurso durante o protesto na Pedroso de Morais, o deputado estadual José Américo (PT) criticou a reforma da Previdência para os servidores estaduais que será enviada à Assembleia Legislativa. "O governo Paulista dá sustentação às reformas de Brasília, precisamos combater isso."

A passeata saiu do Largo da Batata, também na zona oeste. Os líderes do movimento estimam que 70 mil pessoas participaram da manifestação.

O Largo da Batata começou a ficar vazio à medida que os manifestantes seguiam no sentido da Praça Panamericana. Parte dos manifestantes decidiu não seguir a passeata e buscou o metrô ou iniciou uma caminhada para outros pontos do bairro. O grupo "black bloc" que causou tumultos na Avenida Faria Lima permaneceu parado no começo do Largo.

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