WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Manifestantes batizam ato da CUT de '1º de Maio da resistência'

Discursos ressaltam posição contrária às reformas trabalhistas e da Previdência

Gilberto Amendola, O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2017 | 14h54
Atualizado 01 de maio de 2017 | 16h12

SÃO PAULO - O ato da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na Avenida Paulista, foi batizado de 1º de maio da resistência - em referência às lutas contra as reformas trabalhistas e da Previdência. Além disso, os discursos iniciais reforçaram o Fora Temer e a necessidade de eleições diretas.

O deputado Ivan Valente (PSOL) ressaltou que esse 1º de maio será a consolidação "de um grande movimento contra as reformas e o governo Temer". "A partir desse dia, vamos iniciar um processo que, provavelmente, vai resultar em outro dia de mobilização e greve geral - antes que votem as reformas no Senado". 

O também deputado Orlando Silva (PCdoB) afirmou que "o governo tentou acelerar a aprovação das reformas porque sabia que se esperasse a greve geral e o 1º de maio o clima no País mudaria". Silva acredita que as reformas não passaram no Senado porque 2/3 dia senadores estarão em campanha em 2018. "Eles vão precisar do voto do povo, dos trabalhadores", disse.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), também foi lembrado pelos sindicalistas e políticos que se manifestaram no ato. O vereador Eduardo Suplicy (PT) afirmou que a ação de Doria que dificultou a realização do ato na Avenida Paulista foi "parcial e sem sentido".

Em discurso, o presidente da CUT, Vagner Freitas, conclamou a militância a ocupar Brasília no dia da votação da reforma da Previdência. Freitas também falou da possibilidade de uma nova greve geral - que deve ser definida depois de uma reunião entre as centrais sindicais no próximo dia 4. "Vamos  marchar a Brasília contra a reforma da Previdência. Também vamos marchar para Curitiba para defender a democracia", disse Freitas.

Os manifestantes saíram, por volta das 16 horas, em passeata pela Consolação, em direção à Praça da República. 

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