Manifestantes mantêm bloqueio na fronteira com a Bolívia

Um grupo de trabalhadores bolivianos desempregados continua distribuindo pedradas contra as pessoas, para garantir a continuidade do movimento denominado "Paro Cívico". Depois de serem expulsos pelos comerciantes de Arroyo Concépcion, onde mantinham fechada a fronteira com Corumbá (MS), estão reunidos em Puerto Suarez solam gritos seguidos de "aqui ninguém entra. Daqui ninguém sai". Cerca de 200 homens bloquearam todos os acessos a Puerto Suarez desde quinta-feira, os mesmos que fecharam a divisa Bolívia-Mato Grosso do sul até o último dia três.Quem tenta furar o bloqueio à pé, leva pedradas pelas costas. Os carros que forçam a passagem têm os pneus furados, como aconteceu com o repórter da Folha de São Paulo, Hudson Correa. O táxi em que estava com um fotógrafo teve os quatro pneus furados pelos manifestantes. Querem que o governo de Evo Morales cancele o decreto que expulsa a siderúrgica brasileira MMX, de Puerto Suarez onde as obras estavam em fase de conclusão.O maior prejuízo fica com os comerciantes da Zona Franca de Porto Quijarro, porque estão obrigados a fechar seus estabelecimentos por falta de clientes. A população já reclama desabastecimento doméstico e quer ter segurança para as compras. Enquanto isso, com o desbloqueio da fronteira, a situação volta ao normal em Arroyo ConcepciónNesta sexta-feira a movimentação de brasileiros comprando gasolina nos postos bolivianos foi a maior deste ano, conforme comentam os donos de postos de combustíveis. O produto é 50% mais barato em relação aos preços cobrados no lado brasileiro.

Agencia Estado,

05 de maio de 2006 | 18h16

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