Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

Sindicalistas protestam na Praça da Sé contra projeto da reforma da Previdência

Segundo a CET, o trânsito na região foi liberado por volta das 14h30; ato foi convocado pelas centrais sindicais

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2019 | 13h12
Atualizado 21 de fevereiro de 2019 | 14h47

SÃO PAULO - Uma manifestação convocada por centrais sindicais aconteceu nesta quarta-feira, 20, na Praça da Sé, no centro da capital paulista, contra o projeto de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro.

O governo apresentou nesta quarta-feira, em Brasília, o texto base para o Projeto de Lei Complementar para o novo regime de aposentadoria no Brasil. A medida, polêmica entre a população, é tida como fundamental pelo mercado financeiro para reduzir um rombo no orçamento que é superior a R$ 280 bilhões, incluindo militares e servidores públicos. 

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a manifestação interferiu no trânsito da região desde o início da manhã. Agentes monitoraram a situação até a tarde desta quarta. Por volta das 14h30, os manifestantes dispersaram.

Segundo o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a assembleia nacional foi chamada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Intersindical, Nova Central, Central Geral dos Trabalhadores, Central Sindical e Popular- Conlutas e Central dos Sindicatos Brasileiros contra a proposta que está sendo apresentada pelo governo, nesta quarta-feira, ao Congresso Nacional.

A categoria critica que a proposta de reforma eleva as idades mínimas de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres e estabelece o mínimo de 20 anos de contribuição. Também acaba com as aposentadorias por tempo de contribuição, após um período de transição. E para ter direito ao benefício integral será preciso contribuir por 40 anos.

Atualmente, o Sindicato dos Bancários lembra que é possível se aposentar ao alcançar 60 anos, no caso das mulheres, e 65 anos, para homens, com 15 anos de contribuição. E para a aposentadoria por tempo de contribuição, não é requerida idade mínima: as mulheres precisam ter contribuído por 30 anos e os homens por 35 anos.

 

 

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