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Manifestantes protestam contra a OMC no Recife

Vestidos de preto e portando faixas e cartazes condenando o monopólio dos medicamentos e a mercantilização da saúde, cerca de 150 ativistas do Movimento Brasileiro de Luta Contra a Aids e de organizações não-governamentais do México, Peru e Honduras fizeram um protesto nesta quarta-feira, em frente ao consulado dos Estados Unidos no Recife, contra a Organização Mundial de Comércio (OMC), que realiza encontro em Cancún, no México. Eles reivindicaram a quebra de patentes de medicamentos de combate ao vírus HIV e a livre produção de genéricos."O direito à saúde deve estar acima de qualquer acordo comercial", afirmou Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida, de São Paulo. "A OMC está obstruindo o acesso aos medicamentos pelos países mais pobres através do acordo de propriedade intelectual." Três manifestantes foram recebidos pelo cônsul Peter Swavely, no jardim do consulado. Eles entregaram uma lista de reivindicações destinadas aos ministros dos países-membros da OMC. O cônsul reconheceu o sério problema que a doença representa no mundo, mas lembrou que os laboratórios investem muito em pesquisa de medicamentos e naturalmente querem lucro. Por isso, é preciso, segundo ele, muita negociação.Os manifestantes se reuniram no Recife para o primeiro fórum de discussão da declaração de compromissos da Organização das Nações Unidas sobre Aids (Ungass), firmada em junho de 2001, estabelecendo metas de prevenção, assistência e tratamento da doença até 2015. Eles estão fazendo uma avaliação do comportamento dos países signatários deste compromisso, que será entregue dia 25 em reunião da ONU em Nova York.

Agencia Estado,

10 de setembro de 2003 | 19h23

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