Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Em ato contra venda da Cedae, grupo tenta destruir caixas de som da Sapucaí

Texto-base do projeto que autoriza a privatização da estatal foi aprovado nesta segunda; 15 pessoas foram detidas

Marcio Dolzan, Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2017 | 11h48

RIO - O Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio deteve 15 pessoas nesta segunda-feira, 20, durante uma manifestação contra a privativação da Cedae, companhia estatal de saneamento.

O grupo foi preso próximo à sede da Cedae na Cidade Nova, região central do Rio. Os envolvidos foram encaminhados à 17.ª DP, e até o momento a polícia não informou a acusação.

O protesto começou pela manhã, em frente à Alerj. Após a votação, os manifestantes rumaram em direção à Cedae.

Durante o trajeto, o Batalhão de Choque lançou bombas de gás contra um grupo de black blocks que tentava destruir caixas de som instaladas no acesso à Marquês da Sapucaí, que sediará os desfiles de Carnaval do Rio a partir do próximo final de semana. 

O ato reuniu cerca de mil pessoas e chegou a fechar as quatro vias da Avenida Presidente Vargas, uma das mais movimentados do Centro do Rio.

O texto-base do projeto de lei que libera a venda da empresa foi aprovado hoje em votação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O governo Luiz Fernando Pezão (PMDB) conseguiu a aprovação por 41 votos a favor e 28 contra - um deputado não votou. A medida era exigida pela União como contrapartida ao plano de recuperação fiscal do Rio que, a partir da aprovação da venda, deve ter aval para tomar novos empréstimos.

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