Coluna

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Manifestantes vaiam BC por aumentar taxa Selic

Os cerca de 200 manifestantes em frente ao edifício do Banco Central, em São Paulo, vaiaram o Comitê de Política Monetária (Copom) ao serem informados pelo carro de som de que a Selic, a taxa básica de juros da economia, aumentou em 0,50 ponto porcentual, pelo sexto mês consecutivo, atingindo o patamar de 18,75% ao ano. Como forma de protesto, os manifestantes ficaram de costas para o Banco Central.A gafe do protesto, até o momento, é que a prometida queima de fogos quando houvesse o anúncio da decisão do Copom não ocorreu porque o funcionário da Força Sindical responsável por trazer os fogos de artifício ao local da manifestação ainda não chegou, por enfrentar dificuldades no congestionamento provocado na Avenida Paulista pelo próprio ato. Além disso, os organizadores do ato esperavam que a decisão do BC saísse por volta das 20 horas.Pelo mesmo motivo, o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Cláudio Vaz, ainda não chegou ao local, apesar de a sede da entidade empresarial ficar a cerca de 500 metros do local do evento. Os organizadores asseguram, entretanto, que o empresário comparecerá ao ato, assim como será feita a queima de fogos.Ao tomar conhecimento da alta da Selic, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, lamentou a decisão do Copom, ao alegar que "mais uma vez, o Banco Central favoreceu o sistema financeiro nacional e internacional". "Nós vamos, a partir de hoje, marcar o Copom. Em todas as reuniões do Copom, nós vamos fazer manifestações no Brasil inteiro para que este movimento contra os juros altos cresça entre os trabalhadores e os empresários, que é quem carrega este País nas costas", afirmou. "Nós não suportamos mais aumento das taxas de juro", adicionou.

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