Servidores do Rio voltam a tomar a frente da Alerj em protesto contra pacote de Pezão

Manifestantes protestam contra o adiamento de aumentos salariais aprovados em 2014 que entrariam em vigor e ainda a extinção de programas sociais

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2016 | 11h55

RIO - Depois de quase cinco horas está terminando o protesto de servidores em frente a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), organizado nesta terça, 22, para pressionar deputados a derrubar o pacote de medidas anticrise do governo do Estado.

O ato foi bem menor do que o realizado na última quarta-feira, quando houve confronto com a Polícia Militar (PM). Dessa vez, os manifestantes não derrubaram as grades instaladas para proteger a Alerj e não houve qualquer momento de tensão com os PMs e os integrantes da Força Nacional de Segurança, que fazem uma barreira nas escadarias e junto a porta principal da casa.

Os organizadores anunciaram um novo ato para a quarta-feira, 23, quando as discussões sobre o pacote continuarão. Uma grande manifestação está marcada para o dia 29. A sessão de hoje para debater as medidas de ajuste no parlamento está marcada para 15h.

Cerca de 200 servidores de áreas como segurança, educação e cultura do Estado do Rio participam de protesto na porta da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na manhã desta terça-feira. Hoje os parlamentares detaream itens impopulares como o adiamento de aumentos salariais aprovados em 2014 que entrariam em vigor em 2017 ou 2018 e ainda a extinção de programas sociais como o renda melhor.  

No fim da manhã, dezenas de policiais militares e integrantes da Força Nacional de Segurança (FNS), disponibilizada pelo Ministério da Justiça, cercam o prédio da Alerj, que, no início do mês, chegou a ser ocupado em outro protesto de servidores. Grades de alumínio separam os manifestantes da entrada do Palácio Tiradentes e uma barreira de policiais está disposta atrás das estruturas.

No último dia 16, as grades foram derrubadas pelos manifestantes. A Polícia respondeu com balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta para dispersar os manifestantes. 

Representantes de categorias integrantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado (Muspe) estão sendo recebidos na Alerj nesta manhã. Eles querem apresentar uma carta, em que rechaçam os 22 itens do pacote de medidas proposto pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Caso as discussões prossigam e os itens sejam votados, existe a possibilidade de convocação de uma greve geral no dia 7 de dezembro. 

"Vamos esperar uma resposta até o dia 29. Se a resposta for negativa, haverá indicativo de greve geral. Nosso movimento ganhou força com a prisão do Sérgio Cabral (ex-governador do Rio pelo PMDB, acusado de chefiar esquema que envolveu pelo menos R$ 224 milhões em propinas, preso na quinta-feira passada). Está na cara que o Pezão está envolvido. Impossível ele não saber de nada", disse Marcos Ferreira, diretor do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal. 

Mais cedo, integrantes do coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que participam do ato com representantes do corpo de baile e da orquestra do teatro, cantaram o Hino Nacional.

"Sentimos uma frustração muito grande. O ano começou bem. Veio a Olimpíada e terminamos com a prisão de dois ex-governadores, sendo o Cabral acusado de causar essa crise toda no Estado", disse o cantor Pedro Oliveiro, representante do coro do Municipal. Também o ex-governador Anthony Garotinho (PR) foi preso na quarta-feira passada acusado de crime eleitoral.

 

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