Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Mantega acredita em crescimento de 4% até o final do ano

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na manhã desta terça-feira, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo que os "números desanimadores" do crescimento da economia, de 0,5%, foram concentrados apenas no segundo trimestre do ano e disse que acredita em crescimento de 4% até o final do ano.Mantega citou o número recorde de vendas de veículos no mês de agosto, 178 mil, para confirmar o crescimento da economia. "Isso significa que a economia já está no ritmo de crescimento, a meta pode ser atingida com uma taxa de 5,5% no semestre", apontou o ministro.Apesar do otimismo apresentado, o ministro reconheceu que no mesmo período, os dois primeiros trimestres de 2006, "houve uma queda de investimento. Em compensação, se você pegar o primeiro trimestre, houve uma expansão excepcional do investimento", afirmou. Para ele, o bom resultado de um trimestre compensa o mal resultado de outro.Em relação ao cadastro positivo, que será anunciado nesta terça-feira pelo Conselho Monetário Nacional, Mantega afirmou que ele vai fazer "muita diferença" para a redução do spread bancário, já que com ele vai ser possível ter "uma visão completa do correntista". O ministro admitiu que o "sistema financeiro pratica taxas de juros pelo mau pagador, como se todo o mundo tivesse o risco elevado". O pacote para reduzir o custo dos empréstimos financeiros, o chamado spread bancário, será composto basicamente de três medidas: a criação da "conta-salário", que permitirá às pessoas transferir seu salário de um banco para outro sem custos; a portabilidade das dívidas, que é a permissão para transferir empréstimos em andamento para outra instituição financeira que cobre juros mais baixos; e o chamado "cadastro positivo", que será uma lista de bons pagadores que, em tese, poderão pagar juros mais baixos ao tomar empréstimos, porque oferecem menos risco de calote.Com a divulgação do cadastro positivo, os bancos poderão "observar o correntista que se comporta bem, que poderá receber uma taxa de juros menor, e isso vai diminuir o custo do crédito no país", considerou. As medidas para baratear os financiamentos à casa própria, ficaram para depois. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que essas medidas já estão prontas, mas precisam ainda ser apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pacote de medidas para a redução do spread bancário será definido na tarde desta terça-feira, durante a reunião do Conselho Monetário Nacional.Estímulo da produçãoO ministro reafirmou durante a entrevista que o governo vai desonerar os semicondutores, para estimular a produção no país. "O setor de semicondutores é um setor novo, que não está implantado. Então, não é que você está diminuindo a arrecadação, diminuindo a tributação. Você está dando um benefício fiscal para um setor se implantar", afirmou.Mantega citou países asiáticos, que quando quiseram implantar o setor de semicondutores, "tiveram que dar desoneração de IPI, de Confins, de PIS, de Imposto de Renda".Questionado sobre o motivo pelo qual o seu secretário de Política Econômica, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, teria dito o contrário, afirmando que essa desoneração só seria possível se o governo arriasse as calças, Mantega atribuiu ao nervosismo. "Eu acho que ele estava um pouco nervoso, alguma coisa assim".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.