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Mantega acredita em queda da inflação

O ministro do planejamento, Guido Mantega, acredita que os índices de inflação vão caminhar para baixo daqui para frente. Ele não crê, portanto, que as empresas pretendam fazer uma recomposição de margens de lucro. "Eu não acredito nessa idéia de que pode haver remarcação generalizada. O setor consumidor, os que compram insumos, vão tentar segurar estes preços. Dentro da própria estrutura produtiva, existem freios naturais". Mantega também disse que as metas da balança comercial para este ano estão mantidas. Segundo ele, o governo vai dar toda a prioridade para ampliar o comércio exterior brasileiro. "Isso significa aumento de exportações e também de importações. O ministro participa do seminário "A Questão do Desenvolvimento no País", promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae) em homenagem aos 40 anos do IPEA.Crescimento acima de 4%O ministro do Planejamento afirmou ainda que crescimento do País este ano está assegurado e vai ficar acima de 4%. "Com certeza vamos ultrapassar os 4% de crescimento. É o primerio passo para a rota do crescimento sustentado", disse, sem querer detalhar mais a previsão. "Vamos aguardar. Eu prefiro ser mais prudente nas expectativas e nas previsões para não animar muito o mercado", completou.Mantega não quis comentar sobre uma possível elevação dos juros na próxima reunião do Copom, mas disse que qualquer alteração na taxa não tem efeito imediato. "Não vamos trabalhar com especulação, vamos aguardar. Não vamos pressionar o Copom, de modo que eles fiquem tranquilos e calmos, bastante zen. Eles vão ser suaves nas suas decisões". O ministro também afirmou que a indústria deverá crescer entre 5% e 6% este ano e comentou o desempenho divulgado hoje pelo IBGE dizendo que o crescimento industrial de julho - de 9,6% ante julho de 2003 - confirma o crescimento econômico do País. Sobre o recuo do setor do setor de bens de capital - queda de 1,1% sobre o mês anterior - ele avalia que pode se tratar de um ajuste. "Este setor foi o que mais cresceu no primeiro semestre comparado com o mesmo período do ano passado, se não me engano, a uma taxa de 25%. É natural que não se mantenha a esta taxa tão elevada, muito acima dos outros setores".

Agencia Estado,

09 de setembro de 2004 | 12h42

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