Mantega admite ainda não ter solução para arrecadação do INSS

O ministro do Planejamento, Guido Mantega, afirmou que a solução para o esqueleto do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) ainda não foi definida. "Nós achamos um esqueleto e ele tem de ser equacionado. O governo está estudando a melhor maneira de resolver isso, de ter uma arrecadação extra para acomodar, porque são cerca de R$ 14 bilhões. Mas ainda não está definida a maneira como vamos fazê-lo", afirmou Mantega, ao chegar ao evento de posse do novo presidente da Febraban. Mantega destacou que a alternativa tem de ser a menos prejudicial possível para os investimentos e para os consumidores e enfatizou que esse novo esqueleto não deverá constar do orçamento. "Pois comeria todo o investimento ali previsto", afirmou. Ele disse que o governo fará o possível para não aumentar a carga de impostos, mas lembrou que o governo tem de cumprir essa decisão da Justiça. O ministro disse ainda que o governo está tentando negociar com os beneficiários um parcelamento desses pagamentos. "De modo que ele não incida de uma vez só nas contas do governo. Poderíamos parcelas isso em quatro, cinco anos", afirmou. Isso seria uma conta mais suave, mas ainda não temos uma definição. "Nós sabemos que não é bom aumentar tributos, ainda mais em um momento em que o País começa a crescer e não queremos aumentar o custo da folha. Temos situações que são mesmo difíceis e para as quais temos de encontrar a melhor situação", afirmou. Perguntado se o fato não arranha a imagem do governo Lula, Mantega respondeu que isso arranha "a imagem do governo anterior, que deixou o esqueleto".

Agencia Estado,

19 Março 2004 | 18h42

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