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Mantega admite que crise já mexe com arrecadação do governo

Ministro da Fazenda confirma que ritmo de recolhimento de impostos e contribuições dimininuiu em novembro

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

09 de dezembro de 2008 | 11h47

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta terça-feira, 9, que o ritmo de crescimento da arrecadação do governo federal já diminuiu em novembro, como reflexo da desaceleração da economia a partir de outubro devido aos efeitos da crise financeira internacional. "A arrecadação continua crescendo, mas menos do que estava antes", afirmou o ministro. Veja também:Arrecadação já sofre efeitos da criseDesemprego, a terceira fase da crise financeira globalDicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Segundo ele, as receitas administradas (exceto taxas e contribuições controladas por outros órgãos) deverão fechar o ano conforme o previsto, em cerca de R$ 470 bilhões. De acordo com o ministro, esse crescimento menor agora será compensado porque a arrecadação no início do ano cresceu "a maior". Mantega disse que o crescimento da arrecadação vai permitir que o governo termine o ano com o melhor desempenho fiscal da série histórica. Reportagem publicada em O Estado de S. Paulo nesta terça mostra que, no mês passado, a arrecadação ficou, em termos brutos, cerca de R$ 3,5 bilhões abaixo do programado. O resultado representa queda de 6% em relação às metas da equipe econômica e não inclui a arrecadação com royalties, dividendos de estatais e receitas não administradas pela RFB. Contas externas Em entrevista coletiva nesta terça, o ministro avaliou que as contas externas brasileiras vão se ajustar com o "novo câmbio". Na sua avaliação, "tudo indica" que o câmbio ficará numa posição mais favorável para as exportações brasileiras. "Eu conto muito com a mudança cambial para o estímulo das exportações brasileiras. As exportações ficarão mais competitivas. Essa que é verdade. Nós ganhamos competitividade com o dólar R$ 2,30, R$ 2,40 e R$ 2,50", disse. Ele ressaltou que com esse novo câmbio as exportações brasileiras ficam mais baratas, o que "automaticamente" faz um ajuste das contas externas. "As contas externas vão ser ajustadas principalmente pelo novo câmbio. Um dos ajustes que foram feitos na economia é que nós tínhamos uma valorização cambial excessiva. O real estava muito valorizado e isso prejudicava as exportações brasileiras. Encarecia as exportações e barateava as importações", afirmou. Ele ponderou, no entanto, que não sabe "onde o novo câmbio" vai ficar, porque o sistema é flutuante. O ministro previu que com o "novo câmbio" haverá uma compensação natural e uma mudança de variáveis do balanço de pagamentos. Segundo ele, a conta de transações vai melhorar, porque haverá diminuição do déficit da conta de viagens internacionais e de remessas de lucros e dividendos. "Vocês vão viajar mais pelo Brasil. As remessas de lucros e dividendos deverão diminuir também. Elas não são infinitas", ressaltou. Mantega disse acreditar que a economia brasileira continuará com as contas externas "bastante equilibradas". "Agora, com algum déficit em transações correntes", ponderou. Ele destacou que as reservas internacionais, mesmo com a crise internacional, permaneceram "praticamente" intactas, acima de US$ 200 bilhões, ao contrário de outros países que perderam as suas reservas. "Isso mostra a nossa resistência", disse. Novas medidas Mantega assegurou que o governo vai continuar respondendo à crise internacional com medidas quando forem necessárias. Ele voltou a afirmar que o governo não tem feito pacote, mas tem trabalhado com ações na medida em que os problemas estão sendo identificados. Questionado sobre a reclamação de empresários de que as medidas já anunciadas dentro do Programa de Desenvolvimento Produtivo não saíram do papel, Mantega respondeu que a grande maioria delas já entrou em vigor. "Não sei quais são as medidas que não foram colocadas em prática", disse. O ministro evitou fazer comentários sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa nesta terça. "Não comento o Copom nem na véspera nem depois da véspera. Perguntem para o presidente Henrique Meirelles", disse.

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