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Mantega afirma que rumo dos juros não depende de crise externa

Ministro limitou-se a dizer que o Copom vai olhar os dados de inflação para definir o rumo dos juros

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

24 de agosto de 2007 | 13h47

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que a trajetória de juros no Brasil não depende das turbulências externas e sim do comportamento da inflação. Evitando entrar em detalhes sobre qual é a tendência para a taxa Selic (juros básicos da economia, atualmente em 11,50% ao ano), Mantega limitou-se a dizer que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai olhar os dados de inflação para defini-la. Veja também:  O dia-a-dia da crise dos mercados Como enfrentar os riscos e prejuízos da crise Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA Entenda a crise e veja a opinião do governo e de especialistas É cedo para dizer que crise nos mercados acabou, diz MeirellesSegundo o ministro, as turbulências externas ainda não tiveram impacto na inflação brasileira. Este impacto, se acontecer, se dará pela alta do dólar frente ao real, que deixa o preço dos produtos importados mais caros.  ocorreria "Eles (Copom) vão olhar a situação da inflação, de acordo com o regime de metas (de inflação, de 4,5% ao ano em 2007 e 2008)", declarou o ministro, ao deixar a reunião que teve com o governador do Rio, Sérgio Cabral, na manhã desta sexta-feira. O ministro disse ainda que, graças ao ajuste fiscal do governo, o Brasil vem conseguindo ser respeitado em meio a uma crise no mercado internacional. Sem citar nominalmente, fez uma referência à decisão desta quinta-feira da agência Moody's de elevar a classificação de risco do Brasil, deixando o País a um passo de obter o tão cobiçado status de grau de investimento - nota dada a empresas e países que têm baixo risco de calote. Segundo Mantega, por conta desse bom desempenho fiscal, o Brasil não vem sofrendo com as turbulências que afetam os mercados internacionais. "Estamos podendo mostrar a fotografia positiva", disse.

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