Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Imagem Adriana Fernandes
Colunista
Adriana Fernandes
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Mantega: alíquota da CPMF não pode mudar por 4 anos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a orientação do governo é para que não haja redução da alíquota da CPMF "por pelo menos os próximos quatro anos". Mantega disse que, durante o encontro de hoje pela manhã com os líderes dos partidos da base aliada, nenhum deles tocou na questão da necessidade de redução da alíquota. Mantega afirmou ter ressaltado nesse encontro a necessidade de renovação da CPMF até 2011.Durante apresentação no seminário da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústria de Base (Abdib), Mantega destacou que a CPMF é fundamental para o equilíbrio fiscal e incluiu a aprovação da prorrogação na lista dos principais desafios de política econômica do governo para a expansão do crescimento. Nessa lista, Mantega também colocou a aprovação da reforma tributária, a desoneração da folha de pagamento das empresas, o aumento de investimentos em infra-estrutura e o controle do crescimento dos gastos correntes.O ministro disse que o governo não pode abrir mão dos R$ 36 bilhões de arrecadação da CPMF e que o tributo não é tão ruim como se fala. "É fácil de ser pago. Não precisa de muito esforço. A gente vai lá e pega", brincou, provocando risos da platéia de empresários que participaram do seminário. Mantega reconheceu que a carga tributária é elevada e que é preciso avançar nas desonerações tributárias, mas disse que elas têm que ser feitas de forma gradual. Ele ressaltou que o governo já está fazendo as desonerações e lembrou que desde 2004 promoveu um corte de R$ 30 bilhões em tributos. Folha de pagamentosO ministro disse que prefere desonerar outros tributos do que a CPMF. "Prefiro desonerar a folha de pagamentos (contribuição previdenciária)", disse. Segundo ele, o impacto econômico da desoneração da folha de pagamentos das empresas é maior. "É uma redução de custo na veia", afirmou, acrescentando que essa redução permitirá que as empresas possam empregar mais trabalhadores.Em entrevista após o seminário, Mantega disse que quer que a desoneração da folha saia de forma mais "expressa" do que a reforma tributária, que exige mais tempo para ser aprovada pelo Congresso. Ele afirmou que o governo vai encaminhar ainda este ano a proposta de desoneração da folha, mas evitou falar em prazos - disse apenas "nos próximos meses". Segundo ele, o Ministério da Fazenda continua recebendo propostas diferentes para essa desoneração.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.