Mantega alivia dólar e juros ao negar estudo de IR a estrangeiros

O mercado financeiro doméstico teve dois momentos distintos ontem. Pela manhã, dólar e juros subiram, repercutindo a informação de que o governo poderia enviar uma medida provisória ao Congresso para acabar com a isenção do Imposto de Renda (IR) para os investidores estrangeiros que aplicam em títulos públicos aqui. À tarde, o dólar virou e passou a trabalhar em baixa frente ao real, enquanto os juros futuros reduziram o ímpeto de alta, após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter negado que o governo esteja avaliando a recolocação de IR para estrangeiros. Sem novidades, o dólar no balcão saiu das máximas - chegou a valer mais de R$ 1,71 - para fechar nas mínimas da sessão, a R$ 1,700 (-0,35%). O contrato de dólar futuro para novembro, o mais negociado, encerrou abaixo de R$ 1,70 (a R$ 1,6980), queda de 0,61%. Este resultado sinaliza para a possibilidade de uma abertura do dólar em queda nesta terça-feira, principalmente se a moeda dos EUA persistir em baixa lá fora.

Cenário: Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2010 | 00h00

Nos juros, o efeito Mantega pegou o mercado quase no intervalo entre a negociação normal e a estendida, provocando a desaceleração das taxas para perto dos ajustes de sexta-feira. O contrato para janeiro de 2013 terminou em 11,87%, de 11,93% antes da fala do ministro e de 11,85% no ajuste da sexta-feira.

A Bovespa, que havia resvalado para o vermelho enquanto os investidores esperavam na defensiva a coletiva do ministro da Fazenda, recobrou o sinal positivo diante da ausência de novas medidas cambiais. Mantega declarou que o investimento em Bolsa é bem-vindo. A Bovespa subiu 0,07%, aos 69.580,28 pontos, influenciada pelos papéis líderes, Petrobrás e Vale.

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