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Mantega anunciará nova linha do BB para empresas

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que, nesta semana, vai anunciar uma nova linha para capital de giro para os setores calçadista, têxtil e de móveis. Esses setores, vale ressaltar, são os que mais têm sofrido com a apreciação cambial. De acordo com Mantega, essa linha será disponibilizada pelo Banco do Brasil na forma de FAT Capital de Giro, uma linha que, somente para os empresários do Rio Grande do Sul, emprestou, neste ano, R$ 1,2 bilhão.O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já havia criado este ano uma linha para capital de giro de R$ 600 milhões para o setor calçadista. Mas o próprio ministro admitiu que a linha não chegou aos empresários, por conta das exigências do agente financeiro, que, no caso, foi o Banco do Brasil.Os empresários da cidade de Franca (SP), por exemplo, que se reuniram com o ministro, obtiveram deste total apenas R$ 25 milhões. Agora, segundo Mantega, a intenção é agilizar a tramitação dos pedidos de financiamento por meio do FAT Capital de Giro.Ele afirmou que a linha do BNDES não será desativada, mas sim ampliada pela linha do Banco do Brasil, que funcionou muito bem para os empresários gaúchos. "Vamos ampliar essa linha de crédito do Banco do Brasil para o resto do País e para os três setores."Mantega afirmou que não vai anunciar os valores da nova linha nesta segunda porque ainda tem de fazer ajustes com a Receita e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Mas reiterou que o anuncio do montante para 2007 será feito nesta semana.Ele adiantou que o valor será superior ao de R$ 1,2 bilhão, mas admitiu que, para o Brasil todo, o valor será muito inferior a R$ 5 bilhões. Segundo o ministro, os juros da linha disponibilizada pelo Banco do Brasil serão a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais "alguma outra coisa".O FAT Capital de Giro, que atendeu aos empresários do Sul do País neste ano, cobrava TJLP, mais 2,8% ao ano. O ministro preferiu não confirmar se esses serão os juros cobrados na nova linha.Mantega disse ainda que, apesar de pretender fazer o anúncio nesta semana, a linha só será regulamentada depois de 29 de outubro, para evitar acusações de caráter eleitoral. Ele esclareceu ainda que o crédito estará disponível a todas as indústrias dos três setores e não apenas às exportadoras.Em reunião com empresários e trabalhadores calçadistas de Franca, o ministro disse que discutiu também a questão do câmbio, da infra-estrutura e dos problemas tributários que atingem o setor.O presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca (SindiFranca), Jorge Donadelli, disse que a ampliação da linha de capital de giro atende a uma reivindicação do setor e é um "primeiro e importante passo" para sanar os graves problemas que o setor calçadista enfrenta. CrescimentoO ministro reiterou que aposta em crescimento acima de 4% no segundo semestre deste ano. Mantega afirmou que primeiro quer observar o crescimento do terceiro trimestre para decidir se mantém ou eventualmente revisa a projeção de 4% para o ano.O ministro reiterou que neste terceiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer entre 1,2% e 1,4%, número que, segundo avaliação do ministro, quando anualizado resulta em um PIB de quase 5%. "O segundo trimestre foi fraco, mas o terceiro está muito melhor, com aumento do consumo e produção industrial mais forte", afirmou, ressaltando que há setores que não estão muito bem, como é o caso do calçadista de Franca, com o qual ele se reuniu hoje. No entanto, há outras áreas da economia que vão muito bem."Temos tido superávit comercial com a China, e o problema que atinge o setor calçadista (câmbio e concorrência chinesa) não é generalizado", afirmou, logo após reunião com os calçadistas de Franca. Mantega lembrou ainda que a massa salarial crescente puxará o PIB nos últimos seis meses do ano. Matéria alterada às 19h00 para acréscimo de informações

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