Mantega anunciará R$ 3 bi do BB e da Caixa para motos

Novas medidas de estímulo devem ser anunciadas amanhã, com apoio do Banco do Brasil e da Caixa

AE, Agencia Estado

16 de dezembro de 2009 | 20h12

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciará na sexta-feira, 18, em São Paulo, novas medidas de estímulo, desta vez direcionadas para a venda de motos. Com apoio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal será criada uma linha de crédito de R$ 3 bilhões para o financiamento de motocicletas. Não está descartada a possibilidade de uma nova isenção do PIS/Cofins, segundo técnicos.

As medidas de forte apelo popular estão na agenda do governo, que ainda deve editar até o fim do ano uma medida provisória para referendar o aumento do salário mínimo e dos valores de aposentadorias acima de um mínimo. A proposta prevista no Orçamento da União, em votação no Congresso, eleva o salário mínimo para R$ 505,55 a partir de 1º de janeiro de 2010, com um aumento de 8,7%, No caso das aposentadorias, que também serão corrigidas a partir de janeiro, a proposta levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de um reajuste de 6,2%.

Passagem aérea

A ofensiva do governo para atender a camada da população de baixa renda que opta por uma viagem de ônibus, mesmo em longas distâncias, porque não tem crédito para pagar as passagens de avião, também está reforçada. O Banco do Brasil ampliou de 36 para 48 meses o prazo de financiamento para compra de passagem aérea. O benefício só vale para quem tem conta bancária na instituição e para as compras de passagens da TAM. O juro cobrado pelo BB é de 1,99% ao mês.

O convênio com a TAM foi firmado no mês passado, mas o BB quer ampliar o modelo para outras companhias aéreas. "Para a TAM, a parceria com o Banco do Brasil é um facilitador para aquelas pessoas que viajam de ônibus em longas distâncias porque mostra que as passagens aéreas cabem no orçamento dos passageiros que têm conta bancária e dispõem de linhas de crédito" afirma o banco. "Os usuários do transporte aéreo podem constatar que as viagens de avião são muito mais rápidas, confortáveis e, em muitos casos, mais baratas do que as de ônibus", segundo nota distribuída pela instituição.

O pressuposto do preço mais baixo da passagem de avião em comparação a um lugar em um ônibus interestadual é o de que nas viagens de ônibus envolve muitas as despesas, como gastos com alimentação, especificamente em percursos a partir de 1 mil km, muitas vezes uma viagem de dois ou três dias.

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