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Mantega associa ingresso de capitais no Pais a solidez

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira, 28, que o vigoroso ingresso de capitais no Brasil será mantido em abril. "Acredito que vai continuar. Nos ainda temos grande volume de capitais no mundo, cerca de US$ 10 trilhões, que têm que render, dar lucro, senão o investidor fica zangado", comentou. "Se (o investidor) vai aplicar hoje nos EUA não ganha nada, vai aplicar aonde?" O ministro destacou que esse ingresso de capitais no Brasil faz parte de um processo de transição relativo ao início da normalização da política monetária americana.

RICARDO LEOPOLDO E BEATRIZ BULLA, Agencia Estado

28 de março de 2014 | 14h05

"O cambio continuará flutuando. Temos um cenário internacional mais calmo. Ele tinha ficado nervoso há alguns meses por causa do início do tapering pelos EUA (redução do programa de compra de bônus pelo banco central americano), ponderou. "Mas hoje me parece assimilado. Há mais segurança no mercado internacional. Diminuiu a aversão a risco com investidores voltando com mais segurança. O que os capitais querem é segurança e rentabilidade", ponderou.

Guido Mantega assegurou que os capitais estão retornando com forma robusta ao Brasil porque há confiança dos investidores com os fundamentos econômicos do País. "Não haveria ingresso de capitais se o país não apresentasse solidez. O investidor sabe que no Brasil não tem risco de perder. Não perdemos um tostão de reservas durante a crise, pelo contrário, elas subiram", disse.

"Então, o analista perspicaz avalia nossas condições e ele entra, porque os juros também são convenientes, é verdade. No Japão, aplica e não ganha nada. Mas entra também investimento estrangeiro direto, é o que nos interessa", disse.

Ele fez os comentários após proferir aula magna da Escola de Economia de São Paulo (EESP-FGV).

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