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Mantega: até agora não vi fundo com problema no Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje em entrevista à Agência Estado que não tem nenhuma informação sobre algum fundo de investimento no Brasil estar quebrando por causa da turbulência. Segundo ele, o que está provocando a piora dos indicadores do mercado financeiro é o acionamento do mecanismo de stop loss (prevenção de prejuízo). "Quando tem uma queda de ativos, os computadores das mesas de operação acendem a luzinha do stop loss e aí vem a ordem de venda dos ativos. Quando esta se dá em grande escala, ocorre o efeito manada. O que estamos vendo hoje é exatamente o efeito manada", disse Mantega. O ministro destacou que a ocorrência desse efeito significa que há exagero nas posições dos investidores em determinados ativos. "Ocorre exagero, mas depois volta. Até agora não vi nenhuma instituição financeira demonstrar problema aqui no Brasil", afirmou o ministro.Grau de investimentoMantega afirmou não acreditar que a atual turbulência no mercado financeiro vá afetar a chegada do grau de investimento para o Brasil. Segundo ele, os parâmetros para o alcance do grau de investimento são dívida pública, dívida interna, reservas internacionais e vulnerabilidade externa "e, hoje, estamos bem em todos estes quesitos". O ministro destacou que as reservas brasileiras estão crescendo mesmo em meio à turbulência e o País está com os fundamentos sólidos, de modo que esta crise não afeta as contas públicas. "Não vejo como esta turbulência financeira, mesmo que seja mais grave, possa arranhar os parâmetros brasileiros", disse o ministro. Seleção naturalPara ele, a atual crise vai promover uma seleção natural entre os países sólidos e os que têm fragilidades. "Depois da turbulência, o Brasil vai se distinguir em relação a outros países. Momento de crise, de turbulência, é de seleção natural, que põe à prova os fundamentos do País. Aqueles que são mais frágeis sofrem porque haverá evasão de capitais, elevação de custos financeiros e retração de investimentos. Os países mais sólidos se beneficiam, como no caso do Brasil, porque têm fundamentos sólidos, oferecem segurança, garantia e possibilidades de rendimentos", afirmou, ao acrescentar: "uma vez passada esta turbulência, e ela vai passar, alguns países sairão chamuscados, mas o Brasil está no clube dos países sólidos", repetiu.

FABIO GRANER, LUCIANA XAVIER E MARISA CASTELLANI, Agencia Estado

16 de agosto de 2007 | 14h45

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