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Mantega: Banco do Sul é para desenvolvimento, FMI é para crises

Ministro da Fazenda frisou caráter distinto das duas instituições.

Bruno Garcez, BBC

18 de outubro de 2007 | 22h30

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira em Washington que o Banco do Sul será ''um banco de desenvolvimento que financiará projetos de infra-estrutura'', mas acrescentou que, "para 'o caso de uma crise, permanece o FMI (Fundo Monetário Internacional)''. Os comentários do ministro foram feitos na sede do FMI, onde ele conversou com a imprensa, após um encontro com o diretor do órgão, Rodrigo de Rato. Mantega está participando da reunião anual do FMI e do Banco Mundial, na capital americana. O ministro frisou o caráter distinto das duas instituições. ''A criação do Banco do Sul não impede que continuemos pegando empréstimos e tendo uma colaboração estreita com outros organismos. Não há qualquer conflito''. O Banco do Sul partiu de uma iniciativa da Venezuela. Ele visa financiar projetos de desenvolvimento regionais e pretende ser uma alternativa local a instituições como o próprio FMI, o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, todos com sede em Washington.A instituição deverá contar com a participação de Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Paraguai e Venezuela. A data prevista para o início de seu funcionamento é 3 de novembro. Na semana passada, a Colômbia manifestou interesse em integrar a instituição. O ministro enfatizou que a implantação do banco é de suma importância. ''Eu determinei para os meus auxiliares, que estão envolvidos nisso, a máxima prioridade para o assunto. Pedi para começar a desenhar um estatuto para o banco, porque as preliminares já foram resolvidas.'' A etapa atual, diz o titular da Fazenda, é de ''definir quais são as regras, como vai se dar a participação acionária dos membros, como vai ser dirigido, quais os princípios para liberar os projetos. Posso adiantar que é um banco sério, responsável, que só vai financiar projetos produtivos, de retorno garantido, vai ter um rating elevado. E deverá funcionar como qualquer uma dessas instituições financeiras internacionais''. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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