finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Imagem Adriana Fernandes
Colunista
Adriana Fernandes
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Mantega: Brasil pode se beneficiar da turbulência

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que a economia brasileira pode se beneficiar, em um segundo momento, das atuais turbulências no mercado internacional e, com isso, chegar mais rapidamente ao grau de investimento que é concedido pelas agências internacionais de avaliação de risco dos países. Questionado se o Brasil não poderia se beneficiar com a turbulência, atraindo investimentos, o ministro respondeu: "O Brasil não precisa de mais investimentos do que os que estão entrando. Até pode se beneficiar em um segundo momento, passada a turbulência, porque os capitais vão procurar fazer investimentos mais seguros, nos países mais sólidos", disse Mantega, sorridente. Ele acrescentou que o Brasil, "certamente", está entre esses países. "Ao ponto de que nós estamos próximos do grau de investimento. Isso pode até fazer com que o grau de investimento chegue mais rapidamente."MudançaEle insistiu na avaliação de que as turbulências no mercado internacional não são motivo para mudanças na política monetária, conduzida pelo Banco Central. "Como a inflação está abaixo do centro da meta, não há razão para mudanças na política monetária", afirmou. Mantega observou que a taxa básica (Selic) de juros brasileira é determinada pelo sistema de metas de inflação, que, segundo ele, "só tem que olhar para a inflação". "Nossa taxa de juros não serve para atrair capital externo, como é o caso de países com déficit em conta corrente."De acordo com o ministro, países com déficit em conta corrente precisam atrair capitais externos e, em momentos de turbulência sofrem com fuga de capitais. Não é o nosso caso. Nossa taxa de juros só serve para regular a inflação", afirmou. Destacou, no entanto, que o Chile, a Turquia e outros países elevaram a taxa de juros neste momento de turbulência. "O Chile tem boas contas externas, a Turquia tem déficit em conta corrente."O ministro afirmou que as turbulências afetariam o Brasil dez anos atrás, quando o País não dispunha de reservas e tinha desequilíbrio nas contas externas e precisava aumentar a taxa de juros para atrair capital externo. "Hoje, nossa taxa de juros só olha para a inflação", reiterou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.