Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Mantega cobra ousadia de empresários enquanto economia melhora

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a cobrar "ousadia" dos empresários, argumentando nesta quinta-feira que, apesar da melhora recente, a economia brasileira ainda enfrenta desafios.

REUTERS

15 de outubro de 2009 | 19h30

"Falta ousadia neste momento ao setor produtivo", disse durante evento em São Paulo. "Falta retomar o investimento, que está ficando para trás. Não houve uma reação do investimento."

Mantega afirmou que as empresas que esperarem o uso da capacidade instalada subir além do patamar de 80 por cento para só então investir "vão ficar para trás".

Após listar uma série de indicadores que mostram que o Brasil está saindo da crise global com fundamentos sólidos e sem comprometer sua credibilidade, como o nível elevado das reservas internacionais, Mantega afirmou que o problema hoje "não é falta de capital, mas excesso".

Ele disse estar preocupado com um possível exagero no otimismo sobre a economia do país e um pouco com a valorização do real, mas ponderou que não tem como haver uma melhora como a que está acontecendo sem a moeda do país se apreciar. Nesta sessão, o dólar chegou a cair abaixo de 1,70 real.

O ministro ponderou que, apesar da melhora recente no crédito, ainda "temos um longo trajeto para percorrer".

Ele destacou a necessidade de um aumento dos financiamentos, citando que a taxa ao redor de 45 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) precisa crescer em bases sólidas, sem fazer "nenhuma aventura" para que possa haver uma redução de spread e das taxas de juros que ainda estão muito elevadas. Mantega ponderou que não falava da Selic, que está em patamar mínimo histórico.

Segundo o ministro, os bancos públicos tiveram papel importante na normalização do crédito mas os privados "estão acordando".

Mantega reafirmou as projeções de que a economia brasileira crescerá em torno de 1,0 por cento este ano, ajudada pelas ações de política monetária e fiscal do governo, e cerca de 5,0 por cento em 2010.

Citando os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) dos dois últimos meses, o ministro estimou que 2009 fechará com a criação de cerca de 1 milhão de empregos formais.

(Por Paula Laier)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROMANTEGA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.