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Mantega cobrará ação rápida contra a crise

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai cobrar dos governos europeus ação mais pronta e mais eficaz para conter a crise financeira dos países mais endividados e evitar o contágio além da chamada periferia da Europa. Além disso, manifestará apoio ao plano de ajuste fiscal e de criação de empregos proposto pelo presidente Barack Obama.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h01

O ministro brasileiro discutirá esses temas em seu discurso de hoje na reunião do Comitê Monetário e Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem uma ação mais forte das autoridades dos Estados Unidos e da zona do euro, o mundo desenvolvido estará condenado, na melhor das hipóteses, a "uma prolongada estagnação com desemprego". No pior cenário, haverá em breve outra recessão.

Os governos em condições de adotar politicas de estímulo devem dar preferência a medidas fiscais, de acordo com Mantega. Insistir no afrouxamento monetário será inútil para combater a crise e contraproducente. Políticas desse tipo resultaram até agora em problemas para os emergentes. O excesso de dólares foi parar no mercado internacional, alimentando a especulação com produtos básicos e provocando a valorização de moedas de vários países, como o Brasil. Em seu comentário, o ministro fará uma referência indireta a esses problemas.

"Concordamos com o FMI na avaliação de que uma política de estímulo fiscal, combinada com medidas e planos críveis de ajuste de médio e de longo prazos podem ajudar a evitar, ou pelo menos mitigar, a recessão nas economias avançadas", dirá.

Além disso, afirmará Mantega, os Brics - Brasil, Rússia, Índia e China - estão dispostos a considerar, se necessário, uma contribuição, por meio do FMI ou de outras instituições internacionais, para o enfrentamento da crise. Os quatro países já contribuíram, no ano passado, ampliando o volume de recursos disponíveis para Fundo em caso de necessidade especial.

Mantega voltará, no discurso, a cobrar maior velocidade na execução da agenda de reformas do FMI, incluída redistribuição de cotas e de poder de voto. / L.A.X. e R.K.

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