Mantega começa a compor diretoria do BNDES

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, já começou a compor a diretoria de sua gestão. Ministro do Planejamento até a semana passada, Mantega está trazendo para a direção do BNDES o chefe da Assessoria Econômica daquele Ministério, Demian Fiocca, e o economista Antônio Barros de Castro, que foi presidente do BNDES no início do governo Itamar Franco. Três dos diretores nomeados pelo ex-presidente da instituição, Carlos Lessa, já pediram demissão: o vice-presidente, Darc Costa, o diretor de Comércio Exterior, Luiz Eduardo Melin, e o diretor Financeiro e de Inclusão Social, Márcio Henrique Monteiro de Castro. Eles ficam no cargo até a substituição. Outros três até agora não foram confirmados nos cargos, mas também não tiveram sua saída anunciada. Destes, Roberto Timótheo da Costa e Fábio Erber foram escolhas de Lessa. O terceiro, Maurício Borges Lemos, é petista e foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na época da posse de Lessa para a Diretoria do Banco. Tecnicamente, a reunião pode se realizar com a presença mínima de quatro integrantes. Mantega está negociando a permanência de alguns dos 20 assessores de Lessa que não faziam parte do quadro de funcionários e tiveram rescisão automática do contrato de trabalho na segunda-feira e também de parte dos 20 outros assessores que são funcionários concursados mas que perderiam a comissão com a queda de Lessa.Dos R$ 47,3 bilhões do orçamento deste ano, só foram liberados até o mês passado R$ 29,8 bilhões e espera-se uma sobra de R$ 6 bilhões. Para o ano que vem, Guido Mantega não deve ter dificuldades para cumprir o orçamento de R$ 60,8 bilhões da instituição, já que, segundo estudos técnicos da instituição, há uma demanda praticamente garantida pelos projetos que já estão formalizados no banco de cerca de R$ 58 bilhões.

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