carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Mantega comemora PIB e reforça 'crescimento de qualidade'

Ao comentar dados, ministro ressalta que 3º trimestre não será o último de crescimento do governo Lula

Fábio Graner e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

09 de dezembro de 2008 | 10h11

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou nesta terça-feira, 9, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. Segundo ele, o crescimento é de "qualidade" porque foi puxado pela expansão do investimento e o alto volume de recursos significa que o País está modernizando o seu parque produtivo. Veja também:A medida do crescimento do PaísPIB cresce 6,8% no 3º tri e acumula expansão de 6,4% em 2008 Na avaliação do ministro, essa modernização capacita o País para a competição mais forte que acontecerá depois que a crise financeira internacional se acalmar. Ele atribuiu o resultado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que dinamizou a economia, principalmente, a construção civil. Para Mantega, o PIB é resultado ainda da política de desenvolvimento produtivo lançada pelo governo no primeiro semestre, que reduziu o custo dos investimentos. Mantega disse acreditar que os investimentos continuarão a ocorrer em parte porque aqueles que começaram a investir terão de concluir os projetos e também porque as empresas, ao decidirem investir, olham para o longo prazo. Esse é um dos fatores que leva o ministro a apostar que o Brasil sairá mais rapidamente da crise do que os outros países. Outro fator apontado pelo ministro nessa direção é o dinamismo do mercado interno e a continuidade da confiança da maior parte da população revelada em pesquisas divulgadas recentemente.  'Musculatura' O ministro avaliou que o PIB dá musculatura para o País enfrentar a crise internacional. "Estamos em um período de turbulência com mais força. Por isso, nossa desaceleração será menor do que a de outros países que já estavam com crescimento debilitado", afirmou. Mantega chegou bem-humorado e sorridente para a entrevista. Ao ser questionado sobre o motivo de sua felicidade, ele respondeu com uma pergunta: "você não está feliz?". Apesar do tom otimista, o ministro admitiu que o País vai desacelerar no quarto trimestre e registrará crescimento em torno de 3%, fechando o ano com uma taxa de 5% a 5,5%. Mesmo assim, Mantega ressaltou que o terceiro trimestre não será o último com crescimento forte no governo Lula. Segundo ele, apesar de ser esperada uma desaceleração da economia no quarto trimestre e em 2009, o País deve voltar a ter taxas expressivas de crescimento em 2010. "Pela situação da nossa economia acredito que em 2010 voltaremos para as taxas de crescimento verificadas neste ano", afirmou.  Lembrando que nos últimos trimestres a economia brasileira cresceu a taxas superiores a 6%, Mantega destacou que essa expansão tem ocorrido de forma equilibrada, com a inflação sob controle. "A inflação só subiu por conta do choque de commodities", afirmou.  Em relação ao desempenho da economia em 2009, Mantega disse que a estimativa do governo de crescimento de 4% não é simplesmente uma projeção econômica, mas sim uma meta pela qual o governo vai trabalhar para que seja alcançada.  "Conseguiremos crescer 4% se todos trabalharmos por isso", disse ele, que afirmou também que o governo tomará todas as medidas que julgar necessário para estimular o crescimento. Ele também afirmou que é importante para alcançar essa meta que o setor privado continue confiante como fez até agora.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.