Mantega: compra de banco privado não será permanente

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que a autorização para os bancos públicos comprarem bancos privados não é uma medida permanente. Segundo ele, essa autorização responde à necessidade de momento de crise de liquidez. Mantega afirmou que, depois de compradas as instituições e restabelecido o crédito, esses bancos poderão ser revendidos a preço de mercado. O ministro disse ainda que são as instituições privadas interessadas em serem vendidas que procurarão os bancos públicos para fazer a negociação. De acordo com Mantega, os bancos privados também devem procurar outras instituições privadas para avaliarem qual é a melhor oferta. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao ser questionado se haveria instituições financeiras com problemas que exigiam a aquisição por um banco público, afirmou que o sistema financeiro brasileiro está sólido. "Temos um dos sistemas financeiros mais sólidos do mundo", afirmou. Segundo ele, a MP divulgada hoje busca criar um conjunto de alternativas para viabilizar uma solução para os problemas de liquidez, que atingem especialmente os bancos de pequeno e médio portes. Mantega destacou que, apesar de as carteiras de crédito dessas instituições serem de boa qualidade, algumas delas poderão ter dificuldade. Ele lembrou que o governo já tem atuado comprando, por meio dos bancos públicos, carteiras de crédito. Ao ser questionado se essas ações não estariam surtindo efeito, o ministro reiterou que o que o governo está fazendo é criar alternativas. "É bom que haja alternativas. Em momentos como esse, é normal que haja fuscões e aquisições. Os bancos públicos são mais uma alternativa", afirmou. "Estaríamos diminuindo a concorrência se deixássemos os bancos públicos de fora", explicou.

RENATA VERÍSSIMO, ADRIANA FERNANDES E FÁBIO GRANER, Agencia Estado

22 Outubro 2008 | 14h20

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