Mantega considera expressivo crescimento de 1,6% da produção industrial

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou "expressivo" o crescimento de 1,6% da produção industrial em maio ante abril. "O resultado veio em um patamar maior do que o mercado projetava", comemorou. O dado, de acordo com Mantega, corroborou a informação dada um dia antes pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre o aumento das vendas da indústria. "Estamos tendo expansão das vendas e da produção da indústria. Isto é um fato muito positivo", afirmou.O aumento de 1,9% da produção de bens intermediários e de 1,8% dos bens de capital foi apontado por Mantega como um indicador de que está havendo um aumento dos investimentos produtivos. "Os investimentos são fundamentais para garantir um crescimento econômico vigoroso", disse. Para o ministro, o crescimento da produção de bens intermediários e de capital poderá garantir uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano acima dos 4%. No início da semana, Mantega chegou a falar em uma meta de crescimento neste ano de 4,5%, porcentual superior aos 4% projetados pelo Banco Central (BC).De acordo com os dados da CNI, a atividade industrial está em crescimento graças ao aumento de gastos do governo principalmente com benefícios previdenciários, à queda na inflação e ao aumento da oferta de crédito. O aumento do consumo interno vem sendo o motor desse processo de recuperação, que se alongará por este ano.Os economistas da CNI acham, porém, que o impulso gerado pelos gastos do governo e pelo crédito tem fôlego curto. Para seguir crescendo em 2007, a indústria precisará de mais investimentos.Cobertura cambial O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou ainda nesta quinta-feira que as medidas cambiais em estudo pelo governo devem determinar que a exigência de cobertura cambial passe a ser parcial, e não mais integral como é atualmente. O ministro disse que o governo está estudando como adotar essa medida para definir que tipo de empresa ela vai atender, a modalidade de exportação e até mesmo o volume de exportação. Ele destacou que a mudança tem o mesmo espírito da proposta feita pela Fiesp, mas é menos ampla."A proposta da Fiesp previa até mesmo a abertura de contas em dólares, o que não é aconselhável", disse Mantega. Ele acredita que as medidas em estudo da regulamentação cambial podem resultar em redução do fluxo cambial e também ajudar a desburocratizar as operações dos exportadores. Ele lembrou que a idéia do governo é evitar que os exportadores não sejam mais obrigados a todo o momento ingressar como os recursos externos no País e, depois, remeter esses recursos para honrar compromissos no exterior.Ele também disse que o governo estuda uma forma de evitar que as mudanças não impliquem perdas de arrecadação da CPMF. "Queremos manter a arrecadação da CPMF sobre as operações cambiais no mesmo patamar", afirmou. Este texto foi atualizado às 18h51

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