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Mantega contesta previsões de alta da taxa de juros em 2010

Ministro afirma que elevação dos juros no futuro é desnecessária porque aumentaria os gastos do governo

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

08 de outubro de 2009 | 13h54

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira, 8, em entrevista, que a economia brasileira está pronta para crescer 5% em 2010 sem pressão inflacionária. "Não vejo por que teríamos que aumentar os juros. A elevação das taxas de juros futuros é equivocada", declarou. Na avaliação de Mantega, uma elevação dos juros no futuro é desnecessária, porque aumentaria os gastos do governo, já que o pagamento é contabilizado como despesa nominal, o que prejudicaria também o resultado das contas do governo.

 

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O ministro fez questão de deixar claro que, com essas declarações, não estava fazendo um comentário ou previsões de juros a serem fixados pelo Banco Central (BC). Ele reafirmou que alguns analistas estão prevendo um aquecimento da economia em 2010 maior que o previsto pelo governo, o que, no entender dele, é uma "análise equivocada".

"A economia está reagindo bem. Não há nada que traga preocupação", assegurou o ministro. Na avaliação dele, não há pressão inflacionária na economia, e as políticas adotadas pelo governo para permitir a retomada do crescimento econômico já estão contabilizadas nas previsões dos resultados fiscal e nominal do governo. "Alguns setores estão se precipitando e fazendo análises com um crescimento de mais de 5% em 2010. Eu discordo", afirmou o ministro, reiterando que a economia brasileira está pronta para crescer "5% sem pressão inflacionária".

 

Câmbio

 

Mantega afirmou que não vê movimentos especulativos pressionando a valorização do real perante o dólar. "Não há excessos e nem movimentos especulativos", disse o ministro, durante entrevista coletiva sobre o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

Para o ministro, a valorização do real é um preço que o Brasil está pagando por ter sido bem sucedido ao sair da crise financeira internacional. "Nos recuperamos mais rápido que os outros e somos um país sólido com grande atratividade", afirmou.

 

Mantega disse que as recentes aberturas de capital(IPO), como a do Banco Santander, ajudaram a aumentar a entrada de capital externo o para o Brasil o que, segundo ele, trouxe uma pressão no balanço de pagamentos. Ele ressaltou que o governo não pretende mudar o regime de câmbio.

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