carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Mantega: crédito de longo prazo vai entrar em nova fase

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo quer, com as medidas anunciadas hoje, entrar numa nova fase para o crédito de longo prazo, com maior participação do setor privado. Segundo ele, nessa nova etapa, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai repartir com o setor privado a tarefa de conceder esses financiamentos de longo prazo.

EDUARDO RODRIGUES, ADRIANA FERNANDES E FÁBIO GRANER, Agencia Estado

15 de dezembro de 2010 | 18h55

O ministro da Fazenda brincou com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, presente no anúncio. Mantega disse que, se não for dessa forma, "Luciano vai receber tanto dinheiro do Tesouro Nacional que vai querer dar ordens para o Tesouro."

Mantega disse que o crédito mudou muito no governo Lula. Ele ressaltou que, no início do governo (2003), o crédito correspondia a 22,5% do PIB e que em outubro de 2010 estava em 47% e deve fechar o ano em 48%. O ministro disse ainda que houve grande avanço no mercado de capitais e ressaltou: "Temos que continuar dinamizando esse mercado".

Ele explicou que as medidas visam a facilitar esse crédito de longo prazo e ponderou que, no passado, não existia esse tipo de crédito, mas também não fazia diferença porque não havia no País investimentos. "O longo prazo era 5, 6, 7, 8 anos, no passado". Ele ponderou, no entanto, que agora com crescimento da economia os investimentos estão aumentando e eles precisam ser financiados com créditos de 25 a 30 anos. Os grandes projetos voltaram, por isso, ressaltou Mantega, foi necessário tomar essas medidas de incentivo.

Mantega afirmou que a criação de um fundo de liquidez para títulos privados tem o objetivo de ampliar o acesso ao mercado brasileiro de debêntures, aumentando a liquidez do mercado secundário desses papéis. "Já temos um mercado modesto, praticamente fechado, acessível apenas a fundos, restrito para o restante dos agentes",disse. Segundo Mantega, o fundo que contará com o direcionamento de três pontos percentuais do compulsório do depósito a prazo também poderá contar com aportes adicionais de outros agentes, como o BNDES.

Segundo o ministro da Fazenda, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai regulamentar a oferta pública de Letras Financeiras por bancos e outras instituições para dar mais visibilidade a essa oportunidade de formar um funding de longo prazo para as instituições. "O BNDES também ficará autorizado a emitir letras financeiras. Com menor quantidade de recursos do Tesouro, o BNDES terá que ir mais ao mercado", afirmou Mantega.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.