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Mantega critica bancos por aumentos dos juros

Ministro alfinetou: "eles não perderam tempo" e "deram uma subidinha na taxa de juros"

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

27 de fevereiro de 2008 | 13h23

Os bancos foram alvo de duras críticas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira, 27. Durante reunião com empresários no Palácio do Planalto, para apresentar a proposta do governo de nova reforma tributária, Mantega disse que os bancos aproveitaram o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aumentar o spread bancário - diferença entre juros de captação e as taxas cobradas nos empréstimos. E alfinetou: "eles não perderam tempo" e "deram uma subidinha na taxa de juros".   Veja também: Lula volta a falar de sorte e diz que antecessores foram pé-frio Juros bancários disparam, e BC põe a culpa no IOF A taxa de juro ao consumidor   O aumento do IOF faz parte de um pacote anunciado pelo governo no início deste ano para compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na terça-feira, o BC informou que os juros ao consumidor tiveram uma alta de cinco pontos porcentuais, em grande parte por conta do aumento da alíquota de IOF.   Segundo Mantega, o aumento do IOF teve por objetivo "conter o consumo, não para desestimular ou interromper o processo de crédito. Apenas para jogar um pouco de água na fervura". Ele ressaltou, no entanto, que "o fogo continua aceso, o crédito aquecido, mas controlado".   Reforma tributária   Para o ministro, este "é o momento mais adequado" para a realização da reforma tributária porque o país está crescendo, com reservas fortes. Mantega aproveitou para rebater as críticas dos que diziam que o governo fez arrocho fiscal por muitos anos. "Antes tinha reclamação sobre o aperto econômico. Depois que eclodiu a crise (internacional), as vozes se calaram. E hoje, muito pouca gente fala nos exageros que fizemos para acumular reservas", afirmou o ministro.   Segundo ele, "a economia brasileira vem caminhando como se a crise (internacional) não existisse, com pequenas repercussões" e lembrou que "a Bolsa já se recuperou".   Em seguida, fez uma brincadeira com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrieli, afirmando que ele já está contente porque as ações da empresa já se recuperaram. Ainda de acordo com o ministro, a guerra fiscal está se exaurindo e, apesar de ter sido vantajosa para alguns, no início, hoje não é mais para ninguém e cria insegurança para os investidores que desejarem vir para o País ou que já estão aqui. Hoje, segundo ele, "a guerra fiscal é de todos, contra todos e já chegamos a um nível de exacerbação". Por isso, prosseguiu, "já existe consciência de que a mudança trará benefícios".

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