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Mantega critica FMI por cortar previsão de crescimento potencial do Brasil

Medida teria sido ‘absolutamente incoerente’; na quarta-feira, 23, Fundo reduziu de 4,25% para 3,5% estimativa de possibilidade de expansão do PIB nacional

Renata Veríssimo, Eduardo Cucolo e Ricardo Brito, da Agência Estado,

24 de outubro de 2013 | 16h56

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou nesta quinta-feira, 24, documento do Fundo Monetário Internacional (FMI) que corta a previsão de crescimento potencial do Brasil de 4,25% ao ano para 3,5%. Para ele, o texto é "absolutamente incoerente".

O ministro crê que há falta de sintonia entre o escalão técnico, responsável pela elaboração do documento, e os principais nomes do FMI.

"Um escalão técnico que não está afinado com os principais expoentes do FMI. O economista chefe (Olivier Blanchard) é muito mais afinado com as ideias e com os programas que fazemos aqui. Então deve ter havido uma falta de sintonia entre a direção e essa equipe que escreveu este relatório", avaliou o ministro.

Mantega disse ter ficado preocupado com as notícias de que o fundo está questionando os estímulos fiscais dados pelo Brasil para superar a crise internacional. "Quando esta crise estourou em 2009, o FMI se uniu a nós no G-20 para dizer que para enfrentar esta crise, que começou em 2008 e não acabou até hoje, era preciso que os países dessem estímulos fiscais. A maioria dos países deu estímulos em 2009 e isso levou à recuperação em 2010. Depois houve uma recaída", disse.

Ele lembrou que o Brasil continuou dando estímulos fiscais e os países europeus caíram numa recessão porque não adotaram a mesma política. "O FMI continuou reclamando que os países avançados exageraram no ajuste fiscal e que é preciso compatibilizar o ajuste fiscal com alguns estímulos. Então me parece absolutamente incoerente esse relatório", concluiu.

Para entender. PIB potencial ou crescimento potencial não mede quanto uma economia vai crescer num determinado período, mas o quanto ela poderia avançar. É o ritmo de expansão pelo qual uma economia cresceria em seu limite máximo, sem gerar pressões inflacionárias ou outros distúrbios. Em outras palavras, é a capacidade de produção de bens e serviços de uma economia.

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