Mantega defende papel mais ativo do governo na economia

O presidente do BNDES Guido Mantega defendeu um papel mais ativo do Estado no desenvolvimento econômico do País. Em discurso encerrado no fim da manhã desta terça-feira na 35ª Assembléia Geral da Associação Latino Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide), no Rio de Janeiro, Mantega observou que, atualmente, a América Latina está deixando para trás um período conturbado, e mostra agora sinais de crescimento econômico e de um novo ciclo de desenvolvimento. Dentro desse cenário, ao falar sobre o Brasil, Mantega avaliou que o Estado poderia atuar de forma mais ativa na coordenação entre mercado e governo, formulando estratégias e promovendo incentivos que conduzam a um eficiente desenvolvimento econômico. "A abertura da economia não significa eliminar o papel do Estado", disse. Ele explicou que não defende uma volta ao passado, com o crescimento econômico sendo capitaneado por estatais, como o que ocorreu na década de 80. Mas considerou que a redução do papel do Estado da economia provocou "resultados insatisfatórios". Ao defender esse papel ativo do Estado, Mantega observou que os bancos de fomento se tornam instrumentos importantes nas mãos do Estado para a concessão de crédito. Para ele, Estado e bancos de fomento devem atuar juntos para resolver problemas como elevação de investimentos privados, principalmente no setor de infra-estrutura; compensação de recuos em investimentos externos no País; e desenvolvimento do mercado de capitais no País. O evento, que ocorre no auditório do BNDES, conta com a presença de representantes de banco de fomento de vários países da América Latina.

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