Mantega defende superávit primário de 4,25%

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, defendeu a preservação da meta de superávit primário do setor público de 4,25% do PIB deste ano também em 2006, como está previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O superávit primário é a diferença entre a arrecadação e as despesas, exceto o pagamento de juros.Ele lembrou, entretanto, que esse é a meta mais elevada registrada pelo governo brasileiro em sua história por um período de três anos seguidos e reconheceu que, na prática, o superávit realizado neste ano será mais elevado. Lula também mostrou cautela diante das propostas que pregam o gasto imediato do valor excedente à meta e discordou dos que afirmam que a execução orçamentária seria muito rígida e não estaria permitindo os desembolsos previstos nos orçamentos dos ministérios. Para ele, a execução está dentro de parâmetros normais.Política econômicaMantega descartou a possibilidade de o governo promover uma virada na política econômica, em 2006. Ele insistiu que a política econômica é bem sucedida e que podem ser feitos apenas ajustes na política monetária, que, em sua opinião, tem de ser flexível. "No controle da inflação, a política monetária foi um sucesso absoluto. No caso da evolução do PIB, temos de esperar os dados do último trimestre para ver se houve excesso de rigidez", afirmou Mantega, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Reunião de Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, Uruguai.

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