Mantega: desaceleração do consumo era desejável

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que a desaceleração no consumo verificada no primeiro trimestre era "desejável" para que haja uma maior convergência entre oferta e demanda. Ele destacou que essa desaceleração reflete medidas tomadas pelo governo, mas ressaltou que não há uma tentativa de impor uma queda drástica no consumo. "Não estamos derrubando a demanda, apenas jogamos água na fervura. A economia estava muito aquecida. O crescimento da demanda consolidado entre 6,5% e 7% é desejável e estimula os investimentos", disse, durante entrevista. Mantega classificou a desaceleração do PIB nos três primeiros meses do ano como "bastante moderada" e ressaltou que o ritmo da atividade econômica aponta para um crescimento da ordem de 5% no ano, como vem prevendo o governo desde o ano passado. O ministro evitou fazer projeções para a expansão da economia em 2009 e também prever o rumo da taxa básica de juros. "Nós trabalhamos no sentido de manter em 2009 a taxa de crescimento que prevemos para 2008. Isso é factível com a continuidade da demanda e dos investimentos", disse ele ao ressaltar que o avanço da economia brasileira ocorre de forma mais equilibrada e impulsionado pela indústria de transformação e pela construção civil.

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