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Mantega descarta menor atratividade do Brasil se Fed retirar estímulos

Ministro citou a redução do IOF para aplicações em renda fixa, que eleva o ganho dos investidores

Laís Alegretti, Adriana Fernandes, Renata Veríssimo e Ricardo Brito, da Agência Estado,

19 de junho de 2013 | 17h41

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rejeita a avaliação de que o Brasil ficará menos atrativo no novo contexto do mercado global, que se antecipa à decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de retirada de estímulos à economia norte-americana.

Ele lembrou que o governo zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de estrangeiros em renda fixa, o que aumenta o ganho para os investidores ante a alíquota anterior de 6%.

Para Mantega, a maior instabilidade dos mercados, observada nos últimos 30 dias, é um movimento passageiro e deve amainar. "Depois os mercados se acalmam, nesse primeiro momento ocorre uma volatilidade maior do dólar, que se valoriza e mexe com todos os mercados", afirmou.

Em permanente trajetória de alta nos últimos pregões, o dólar encerrou nesta sessão com avanço de 1,29%, a R$ 2,2050, o maior patamar de fechamento desde 27 de abril de 2009.

Mantega garantiu que o Banco Central e o Ministério da Fazenda estarão atentos para evitar exageros de volatilidade no câmbio. "Temos muita bala na agulha. Temos muitas reservas, como nunca tivemos antes, e dólar em carteira", afirmou, completando que o dólar não flutuará mais no Brasil do que em outros países. Segundo Mantega, a situação está sob controle. "Essa instabilidade é passageira até se acomodar em outro patamar."

Avaliação do Fed. Na opinião do ministro, são necessárias 24 horas para uma interpretação da decisão desta tarde do Fed e uma avaliação sobre a velocidade da redução dos estímulos. "O Banco Central dos Estados Unidos fez uma manifestação que está sendo analisada pelos nossos técnicos. Não está claro e os mercados estão reagindo, não sei se adequadamente. Temos que esperar 24 horas para confirmar se eles estão reduzindo os estímulos, se serão mais rápidos ou mais devagar. Isso significa colocar menos dinheiro em circulação", afirmou.

O ministro destacou que o mercado financeiro mundial está reagindo à possibilidade há um mês. Para Mantega, ainda está obscuro em que velocidade isso vai acontecer. "O que já aconteceu nesses últimos 30 adias foi um aumento da aplicações em dólar e uma saída de capitais dos emergentes em direção a aplicações em dólar."

Mantega ressaltou que a fala "deles", do Fed, muitas vezes é enigmática. "Não está claro, de modo que hoje o mercado está reagindo", reiterou.

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