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Mantega descarta novos estímulos

Para ministro da Fazenda, desempenho da economia é 'satisfatório', e medidas para estimular consumo e investimentos já foram tomadas

JOÃO VILLAVERDE, ADRIANA FERNANDES, LAÍS ALEGRETTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2013 | 02h08

A economia brasileira está crescendo a um ritmo de 2,2%, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o ministro, o desempenho é "satisfatório", e o governo não pretende adotar novas medidas de estímulos ao consumo e ao investimento, porque as medidas já tomadas, como o programa de concessão e a desoneração da folha de salários das empresas, continuarão a surtir efeito.

Internamente, o governo trabalha para que o Produto Interno Bruto (PIB) atinja uma alta de, pelo menos, 2,7% no ano, como revelou o Estado anteontem. Esse patamar é o mesmo de 2011, o melhor, até agora, do governo Dilma Rousseff.

A ideia de trabalhar com níveis mais baixos de crescimento da economia partiu de uma estratégia fechada no Palácio do Planalto. Após dois anos seguidos em que o governo trabalhava com projeções otimistas, de 4,5% a 5%, para a alta do PIB, tanto a presidente Dilma Rousseff quanto seu ministro da Fazenda entendem que, "neste momento de retomada gradual do crescimento, é melhor ficar atrás da curva", segundo um auxiliar presidencial afirmou ontem. O momento exige "pé no chão", como definiu um assessor do Ministério da Fazenda.

Qualidade. Ao comentar o avanço de 0,6% do PIB entre o último trimestre de 2012 e os primeiros três meses de 2013, Mantega disse que houve "melhora na qualidade" do crescimento. Enquanto o consumo das famílias aumentou apenas 0,1% na mesma comparação, os investimentos saltaram 4,6%. "Começamos 2013 muito melhor do que começamos o ano passado", disse Mantega, que também afirmou que o governo vai revisar a projeção de PIB no orçamento deste ano. Oficialmente, o governo ainda espera 3,5%.

Nos bastidores, o governo trabalha com um ritmo de avanço "escadinha", isto é, um degrau por trimestre. Assim, o segundo trimestre deve ter avanço de 0,7% ante o primeiro, e assim sucessivamente, até que o último trimestre termine com alta de 0,9% na comparação com o terceiro. Dessa forma, o PIB fecharia 2013 com alta próxima a 2,8% - e a meta de pelo menos "empatar" com o resultado de 2011 terá sido atingida.

No entanto, o governo também tem um cenário pessimista, no qual prevê que o ritmo de avanço do PIB trimestral será de 0,5% - neste caso, a economia crescerá pouco mais de 2%, apenas, em 2013.

Segundo apurou o Estado, o governo vai continuar na agenda de medidas para melhorar o ambiente para investimentos. Uma das principais apostas é a simplificação e unificação do PIS/Cofins, dois dos mais complexos tributos do Brasil.

A posição do crescimento do País em relação ao de outros países reforça o discurso do governo, de que ainda é possível ser otimista. Enquanto o PIB brasileiro cresceu 1,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, o do México avançou 0,8%, Rússia 1,6% e o da Coreia do Sul teve alta de 1,5%.

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