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Mantega descarta pressão conjunta com EUA contra a China

Mantega descartou um esforço conjunto apenas uma semana depois de o Brasil ter dito que estudaria ajudar os EUA a pressionarem a China a permitir a valorização de sua moeda

Regina Cardeal, da Agência Estado,

15 de fevereiro de 2011 | 12h58

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil e os EUA não planejam fazer pressões conjuntas para a China valorizar o yuan, segundo The Wall Street Journal.

Mantega descartou um esforço conjunto apenas uma semana depois de o Brasil ter dito que estudaria ajudar os EUA a pressionarem a China a permitir a valorização de sua moeda. O sinal na semana passada havia sido dado depois da visita ao Brasil do secretário de Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, que discutiu a possibilidade com Mantega, com a presidente Dilma Rousseff e outras autoridades brasileiras.

"Não há uma iniciativa comum", disse Mantega durante teleconferência com jornalista. O Brasil, afirmou, está tão preocupado com a fraqueza do dólar em relação ao real quando com o valor do yuan.

Os EUA, Brasil e outros grandes exportadores têm reclamado da política monetária da China, que mantém o yuan fraco e, portanto, torna os produtos chineses mais baratos no mercado global. Mesmo antes da visita de Geithner na semana passada, autoridades brasileiras tinham afirmado desde a posse da presidente Dilma que considerariam ajudar os EUA a pressionarem a China a mudar sua política.

Um esforço neste sentido seria uma mudança bem recebida pelos EUA, que têm sido objeto de críticas pelo Brasil, que responsabiliza as baixas taxas de juro norte-americanas e o dólar fraco pelo forte fluxo de capital que provocou uma valorização de quase 40% do real nos dois últimos anos. O real forte causou problemas para os exportadores brasileiros e tornou os produtos do país menos competitivos em relação às importações no mercado doméstico.

Os comentários feitos hoje por Mantega sugerem que o Brasil pode não ter mudado sua posição, afinal, segundo o Journal. À medida que a economia dos EUA melhora, disse Mantega, "espero que os EUA possam adotar políticas que direcionem mais fluxo de capital para os EUA". As informações são da Dow Jones.

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