Mantega descarta prorrogar incentivos fiscais

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje, em entrevista coletiva à imprensa em Nova York, que a duração do estímulo fiscal no Brasil já está definida. "A economia do País está caminhando com as próprias pernas", afirmou. "Provavelmente, não vamos repetir os estímulos fiscais", disse o ministro, citando como exemplo o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

NALU FERNANDES, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 21h08

Por outro lado, disse o ministro, os estímulos monetários serão mantidos. "As taxas do BNDES serão mantidas naquele patamar", afirmou, acrescentando que "os R$ 100 bilhões do BNDES serão mantidos". "Então, alguns estímulos continuam e outros serão suspensos pois já não são mais necessários", disse Mantega.

G-20

Mantega qualificou de obscura a proposta do G-20 para o acompanhamento das políticas econômicas dos países membros. Ele lembrou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) já faz este tipo de acompanhamento e que seria melhor o acompanhamento do sistema financeiro dos países. "Realizar testes de estresse e avaliar se tem risco e necessidade de aporte de capital. Tem gente que se opõe a isso", afirmou.

Mantega indica que é contrário à proposta e diz que a sua sugestão para a reunião do G-20 esta semana continuará sendo acompanhar as condições do sistema financeiro. O ministro afirmou que esta semana, no encontro de cúpula do G-20, não haverá reunião dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e, portanto, não deve haver nenhum comunicado relacionado a eles. Os países do BRIC se reunirão durante o encontro anual do FMI, na Turquia, em outubro.

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