Mantega discute capitalização de bancos sadios com Paulson

Relato do ministro da Fazenda avalia que o problema mais agudo da crise global é a falta de liquidez

Nalu Fernandes, AGÊNCIA ESTADO

11 Outubro 2008 | 16h28

A capitalização de bancos sadios - e não a de bancos quebrados - foi o principal tema discutido nos 40 minutos de conversa que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teve esta manhã com o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson. O relato é do próprio Mantega, que avalia que o problema mais agudo da crise financeira global é o de falta de liquidez. O ministro observou que as medidas já implementadas não são suficientes e defendeu a recapitalização de bancos sadios em meio à crise, para evitar que as instituições financeiras sejam colocadas todas "no mesmo saco".   Veja também: Mantega quer que G-20 se conecte rapidamente durante a crise G7: 'todos os meios' contra a crise Como o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira    "Na conversa que tive com o secretário do Tesouro Paulson, eu mencionei a importância de capitalização dos bancos. Não dos bancos quebrados, mas principalmente dos bancos sadios", disse o ministro brasileiro, em entrevista na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. O encontro com Paulson ocorreu na sede do Tesouro.   Mantega observou que os governos estão procurando dar liquidez pelos "canais convencionais, ou seja, mecanismos de redesconto". "Esse mecanismo é importante e necessário, mas não é suficiente", avaliou.

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